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Economia

O que as empresas alemãs lucram com Olimpíadas

Uma boa parte dos recursos europeus destinados à Grécia acabam nas mãos de firmas alemãs contratadas para os preparativos dos Jogos Olímpicos.

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A construção da Vila Olímpica custou 340 milhões de euros

Foi um trabalho hercúleo montar toda a infra-estrutura para os Jogos Olímpicos em Atenas. Todos os estádios foram terminados, a Vila Olímpica está funcionando, hotéis e restaurantes duplicaram suas capacidades e as vias de acesso à capital grega podem dar conta de um grande fluxo de veículos.

O Estado grego investiu pelo menos oito bilhões de euros na preparação das Olimpíadas e a iniciativa privada despendeu mais de 1,5 bilhão de euros, sobretudo na reforma de hotéis e locais de gastronomia, bem como na modernização da frota de táxi ateniense.

Cerca de 30% para empresas alemãs

Só o novo aeroporto custou 4,5 bilhões de euros. Mais do dobro deste volume foi o que custaram as duas rodovias em torno da capital grega, o novo metrô, uma ligação de trem rápido entre o centro e o aeroporto, bem como um novo trem urbano.

Diante do volume de verbas que Atenas recebe dos fundos de desenvolvimento da União Européia, não é incomum se falar na Alemanha do grande negócio olímpico para a Grécia. No entanto, de acordo com o diário Kölner Stadt-Anzeiger, de Colônia, grande parte dos contratos para a preparação das Olimpíadas foi fechado com firmas alemãs.

Entre 2000 e 2006, a Grécia recebeu dos cofres da União Européia 25 bilhões de euros. Grande parte deste valor — seis a oito bilhões de euros, na estimativa de peritos — foi direto para o caixa de 50 firmas alemãs.

A Hochtief, de Essen, liderou a construção do aeroporto, a Siemens forneceu os trens, sendo que os trilhos do metrô são da Vossloh. A construção das estradas contou com a participação do departamento de trânsito de Berlim e os novos ônibus para o tráfego urbano são da Neoplan e da Mercedes Benz.

Tráfego aéreo duplica

Há poucos setores nos quais os gregos não recorreram ao know-how alemão. As firmas alemãs que participaram dos preparativos dos Jogos Olímpicos estão satisfeitas com a colaboração, mas esperam mais. Do planejamento dos gregos ainda consta, por exemplo, a modernização da ferrovia estatal, um projeto do qual a Siemens e a Vossloh gostariam de fazer parte. Além disso, as rodovias e as instalações portuárias do Pireu também precisam ser modernizadas.

A economia alemã aproveita não só dos contratos de infra-estrutura fechados com a Grécia, mas também com o turismo olímpico. A Lufthansa duplicou para 90 mil seu número de vôos para os aeroportos gregos. A Dertour, parceira exclusiva do Comitê Olímpico Nacional, deverá faturar 18 milhões de euros com a venda de ingressos, organização de viagens e reservas de diárias.

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