1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Alemanha

O perigoso sonho de viver no exterior

Passar algum tempo em outro país, de preferência rico e longínquo, é o sonho de muitos jovens. Uma possibilidade para isso é cuidar de crianças. Alemães advertem para agências não confiáveis.

default

"Au pair": um serviço muito apreciado pelas famílias alemãs

Muitos jovens brasileiros já viveram boas experiências na Alemanha. Precisaram, para isso, pagar a passagem e gostar de cuidar de crianças. Pela proximidade geográfica, este mercado está sendo ocupado cada vez mais por garotas do Leste Europeu.

É grande o número das famílias alemãs que procuram este tipo de assistência em agências oficiais de au pair (tradução do francês "por teto e comida"). Outra opção é a internet, onde se encontram agências não tão idôneas. Com apenas alguns cliques, chega-se à galeria de fotos das candidatas, na maioria do Leste. Muitas podem ser vistas com crianças no colo, outras, sozinhas e com roupas leves.

As agências estabelecidas criticam este tipo de intermediação. "A apresentação pela internet é um problema, parece um catálogo de produtos baratos", reclama Ilona Schleger, gerente de uma associação especializada no trabalho internacional de jovens.

Desde a liberalização do mercado de mediação para au pair, seja de garotos ou de garotas, em março do ano passado, qualquer pessoa pode fundar uma agência. A falta de instrumentos para controlar com quem e como vivem, o que ganham e o que fazem preocupa Ilona.

Promessas falsas

"Em dezembro último, uma garota da Romênia suicidou-se na Baviera, depois de ter sofrido maus tratos na família que a hospedava. Ela havia encontrado seus anfitriões através da internet."

Até agora, o suicídio da romena continua um caso isolado, mas não por muito tempo, acredita Ilona: "Em vários países, há agências que prometem às candidatas o paraíso na Alemanha. Dizem às candidatas a babá que não precisam conhecer o idioma e que ganharão muito dinheiro". Promessas falsas, que desembocam no desespero das famílias, ao verem que não conseguem se comunicar, e no das garotas, que geralmente não têm dinheiro para pagar a passagem de volta.

Martina Johann, da In Via, que intermedia au pairs em Colônia, conhece o problema. "Para economizar, cada vez mais famílias evitam as agências oficiais. Algum tempo depois, as garotas e os garotos estrangeiros aparecem no nosso escritório para queixar-se que não recebem mesada, nem férias, e que trabalham demais. O pior é que não têm seguro de saúde, um importante fator que observamos na nossa mediação."

Importante, também, ressalta Martina, é que uma agência séria sempre oferece a possibilidade de contatos, para a troca de experiências entre famílias e au pairs. Agências menos sérias não oferecem este tipo de dinâmica, que pode evitar a grande maioria dos problemas, garante a funcionária da organização católica In Via.

Links externos