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Turismo

O palácio da esperança de Madgeburg

Cidades do Leste alemão, que sofrem com alto desemprego e poucas perspectivas de melhoria, usam a criatividade para sair da crise que enfrentam desde a reunificação do país.

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Rosa-bebê: lançando moda

No horizonte da capital do Estado de Saxônia-Anhalt, aparece um edifício cor-de-rosa com telhado dourado. É o Palácio de Madgeburg, uma construção de 11 mil metros quadrados que está para ser concluída e é o novo investimento da cidade para atrair visitantes – e, por conseqüência, trabalho e renda.

Instalado na esquina da praça principal, cercado por um projeto paisagístico cuidadoso e marcado por colunas multicoloridas e detalhes que jamais se repetem, o edifício já está sendo chamado por alguns de "o palácio da esperança".

Para os administradores de Magdeburg, a suntuosa mais nova construção, a Grüne Zitadelle (Cidadela Verde), o último projeto do artista e ambientalista austríaco Friedensreich Hundertwasser, representa o futuro da cidade. Eles esperam que o investimento de 27 milhões de euros, que inclui não somente o palácio, mas também 55 apartamentos, um hotel, lojas e espaços para escritórios, vá atrair não apenas turistas, mas também empresários interessados em investir na cidade fundada há 1200 anos.

"É um projeto muito importante para nós", disse Ralf Steinmann, do Departamento Municipal de Turismo. "Ele nos ajuda a construir a imagem de uma cidade a ser visitada."

A luta para ser diferente

Friedensreich Hundertwasser Modell Grüne Zitadelle

O projeto: sem linhas retas

Depois da queda do Muro de Berlim e da reunificação da Alemanha, políticos alemães disseram que o lado oriental se recuperaria economicamente. E investimentos não faltaram. Desde 1989, foram gastos cerca de 1 trilhão de euros em renovação de prédios, construção e restauração de estradas e modernização de fábricas. A maior parte do dinheiro empregado no projeto de reestruturação da economia da Alemanha Oriental veio do Oeste.

Mas, mesmo com prédios e estradas revitalizadas, a taxa de desemprego no Leste é o dobro do índice da Alemanha Ocidental: 20% das pessoas não têm emprego – e as perspectivas de encontrar trabalho na região são escassas. Os moradores mais jovens estão abandonando as cidades menores em busca de novas oportunidades, geralmente no Oeste. A renda per capita da Alemanha Ocidental é três vezes superior à dos habitantes do lado oriental.

E Madgeburg não é exceção. O desemprego no município é de 20%. A cidade perdeu cerca de um quinto de sua população de 230 mil habitantes nos últimos 15 anos. A renda per capita do Estado de Saxônia-Anhalt, do qual Madgeburg é capital, é de 17,5 mil euros por ano. Berlim, a cidade mais rica na região Leste do país, tem renda per capita anual de 22,8 mil euros. Na Alemanha, a renda média é de 36 mil euros, segundo o Banco Mundial.

Entretanto, o Leste não é feito somente de más notícias. Cidades como Leipzig e Dresden conseguiram atrair investidores do lado ocidental e estão criando empregos: a BMW abriu uma fábrica em Leipzig, o que criou milhares de postos de trabalho para o município. Uma fábrica de semicondutores vai ser aberta no ano que vem em Dresden, trazendo mais empregos à única cidade da ex-Alemanha Oriental em que a população está crescendo. São os exemplos que Madgeburg pretende seguir.

Uma jóia redescoberta

Friedensreich Hundertwasser mit Modell 1999

Hundertwasser: criador e criatura

Madgeburg abriga a mais antiga catedral gótica do país, erguida pelo imperador Otto I, no ano 955. Seis séculos mais tarde, o protestante Martinho Lutero começou suas pregrações pela cidade. Mas, apesar de uma longa e distinta história, muitas das riquezas da cidade foram destruídas na Segunda Guerra Mundial. Mais de 90% da região central do município, incluindo a maioria dos edifícios históricos, foram arrasados pelas bombas dos Aliados.

Leia na página seguinte como a cidade se livrou do típico estereótipo comunista e veja mais detalhes do polêmico projeto de Hundertwasser.

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