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Mundo

O novo menino prodígio do tênis alemão

A meta de Florian Mayer no começo da temporada era apenas sobreviver às primeiras rodadas dos torneios do grand slam. Em Wimbledon, o bávaro de 20 anos atropelou os veteranos e foi até as quartas-de-final.

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Florian Mayer, em Wimbledon

Apesar de eliminado nas quartas-de-final, Florian Mayer encerra sua participação em Wimbledon como a grande sensação do mais tradicional torneio de tênis do mundo. Desconhecido de grande parte dos profissionais das quadras ("Não o conhecia", disse Sebastien Grosjean na véspera de derrotá-lo na noite de quarta-feira), o bávaro de 20 anos deve aparecer entre os 50 primeiros do ranking da ATP em sua próxima atualização, semana que vem.

Florian Mayer tem arrebatado elogios de todos os lados. Nascido em 10 de maio de 1983 em Bayreuth, o tenista tem surpreendido por seu estilo fora do comum e sua tranqüilidade. "Ele é um dos mais interessantes tenistas jovens. Ele sabe variar o jogo e parece controlar bem seus nervos", sentencia o ex-tenista americano John McEnroe. Para o ex-líder do ranking mundial, "dá prazer ver Mayer jogar".

Campeão de Wimbledon em 1991, o alemão Michael Stich também está impressionado. "Ele faz coisas incríveis na quadra e além disso é um cara muito legal." Maior estrela da história do tênis alemão, Boris Becker reconhece o talento do bávaro: "Mayer vive para o tênis. Ele colocou o esporte em primeiro lugar. Tem de ser assim. Assim se sobe. E ele não tem medo de vencer".

Ascensão rápida

Florian Mayer é, porém, um exemplo que muitos pais negariam a seus filhos. O tenista largou os estudos após completar o ginásio. Desde então, dedica-se única e exclusivamente ao tênis. Aos 17 anos, tornou-se profissional. Em dois anos, passou do milésimo lugar no ranking mundial da ATP (Associação do Tênis Profissional) a um lugar entre os 50 melhores do mundo.

Esta meta estava prevista para o fim do ano, mas já está garantida com a participação nas quartas-de-final em Wimbledon. No início do torneio, figurava na 66ª posição. "Foi tudo um pouco depressa demais para digerir o que aconteceu nos primeiros quatro meses do ano", confessa Mayer, que em maio venceu em Hamburgo pela primeira vez uma partida na quadra principal de um grande torneio.

Para ele próprio, um grande passo. "Nas vezes anteriores sempre perdi, estava muito nervoso, especialmente na Austrália contra Nalbadian", conta o vencedor do último torneio da Cidade do México. Seu técnico, Ulf Fischer, destaca que Mayer amadureceu com os desafios deste ano. "Em janeiro, na Austrália, ele percebeu que podia jogar de igual para igual com os melhores. Agora em Wimbledon ele sabe que pode derrotá-los", diz Fischer.

É preciso crer na vitória

Num país em que os atletas fixam metas "realistas", o alemão Florian Mayer revela ter incorporado a fórmula para ser um vitorioso. É preciso estar convicto da capacidade de vencer todos os jogos, "caso contrário não é preciso nem entrar na quadra".

Na noite de quarta-feira, Mayer parecia estar pronto para seguir sua ascensão. Venceu os dois primeiros games contra o francês Sebastien Grosjean. Mas depois o menino prodígio desconcentrou-se, mostrou nervosismo e cometeu erros primários em sua estréia em uma das duas grandes arenas de Wimbledon. Acabou perdendo por 3 sets a 0 (7/5, 6/4 e 6/2).

Seu desempenho em Londres lhe assegurou, porém, 117 mil euros de prêmio, um valor inédito na carreira do bávaro.

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