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Alemanha

O novo desafio para a diplomacia

Imprensa alemã e internacional acompanham e comentam debates sobre o pós-guerra no Iraque e o papel dos organismos multilaterais. Fizemos uma seleção para você:

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Die Welt (Alemanha): "Fortalecer a UE, a Otan e a ONU, tudo bem, mas como? Querer apenas voltar ao velho mundo multilateral não basta, porque não vai bastar aos americanos. Tem o seu preço recuperar a tão necessária quanto justa influência sobre Washington. Ele precisa ser pago em forma de mudanças no direito internacional e de um sólido fortalecimento da política externa da UE, inclusive participação em missões militares. Isto é de interesse da Alemanha. Para conseguir isto da Europa, será preciso que um grupo de países membros seriamente decididos se ocupem do começo."

Berliner Zeitung (Alemanha): "Os políticos europeus deveriam se empenhar em reconquistar os EUA para a cooperação internacional. Justamente porque está na mão dos americanos destruir a UE em seus fundamentos, os europeus precisam tentar de tudo para não permitir isso. O principal instrumento para tal são as Nações Unidas; o melhor ensejo, a reconstrução do Iraque. Certamente vai ser difícil e penoso, e não há a menor garantia de sucesso."

Financial Times Deutschland (Alemanha): "Os europeus deveriam aceitar a proposta de Powell [de atribuir à Otan a tarefa de estabelecer no Iraque uma tropa de segurança]. Por um lado, seria possível superar assim o abismo entre defensores da guerra e céticos. Por outro, a participação da Otan na reconstrução do Iraque traria vantagens também para a Europa, que teria assim uma alavanca para incluir suas idéias [no processo]. No debate a respeito da Otan, os europeus poderiam conseguir concessões dos americanos."

De Telegraaf (Holanda): "É óbvio que primeiro seja implementada uma administração militar, a fim de eliminar os últimos nichos de resistência e impedir que haja atos de vingança de particulares. Mas depois de limpar o país de elementos criminosos, é preciso que ele seja devolvido logo aos iraquianos, sendo que aí as Nações Unidas podem desempenhar um papel importante. O que não pode ser, naturalmente, é que uma porção de governos se ocupem da administração do Iraque — principalmente se eram contra a guerra e agora de repente querem participar para garantir seu quinhão."

Ouest-France (França): "Se queremos ter credibilidade perante os Estados Unidos e transmitir confiança aos futuros membros da UE, que agora só se sentem seguros sob a proteção da águia americana, a política de defesa européia é uma prioridade. Mão não podemos fortalecê-la sem nossos vizinhos do outro lado do Canal da Mancha. Por isso a conferência de cúpula da Bélgica, Alemanha, França e Luxemburgo, prevista para o final do mês, deve ser ampliada sem falta. Seria um erro grave contornar o incontornável: a importância dos britânicos nesta questão."

La Reppublica (Itália): "Agora que o avanço para Bagdá parece quase concluído, é sensato esclarecer o 'depois'. E isto principalmente porque a reconstrução do Iraque no sentido mais amplo da palavra — a 'nation building', como dizem os americanos — está estreitamente ligada com o restabelecimento das relações transatlânticas, que a guerra não cobriu com menos escombros do que o fez com as cidades iraquianas. O futuro político da Europa também depende em grande parte do que vai acontecer em terras mesopotâmicas, sobretudo porque estão para ingressar na UE países que demonstraram claramente se sentir mais atraídos pellos EUA do que pela 'velha' Europa."

Ashark Al-Ausat (árabe, supra-regional): "A guerra que os civis do Pentágono estão fazendo contra o Iraque não é uma guerra para derrubar o regime de Saddam Hussein, nem os EUA querem acabar com as armas de destruição em massa. É uma guerra de vingança terrível. A realidade do pós-guerra será horrível, se for verdade que Rumsfeld pretende atribuir a administração do Iraque ao general reformado [Jay] Garner e o Ministério da Defesa ao ex-diretor da CIA James Woolsey. Ambos são conhecidos pelo seu ódio aos árabes e a lealdade cega a Israel."

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