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Economia

O mundo dos brinquedos em Nurembergue

Em sua 55ª edição, a Feira de Brinquedos de Nurembergue conta com forte participação estrangeira. A maior exposição mundial do gênero reúne este ano expositores de 50 países.

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Quebra-cabeça tridimensional: novidades da feira

A Feira de Brinquedos de Nurembergue, que teve início nesta quinta-feira (05) e se estende até a próxima terça-feira, aposta este ano na internacionalização. Mais de 60% dos 2705 expositores são estrangeiros, provenientes de 50 países. Os Estados Unidos, por exemplo, participam pela primeira vez do evento com um estande conjunto de 15 empresas. Os organizadores estimam que o número de visitantes estrangeiros será maior do que o de alemães.

"O mercado alemão está estagnado e o setor sente os reflexos da retração do consumo", afirmou Ernst Kick, presidente da Feira de Brinquedos de Nurembergue. Os fabricantes de brinquedos "made in Germany", que geram cerca de 13 mil postos de trabalho, têm um volume anual de produção da ordem de 1,2 bilhão de euros. Os principais produtos são os brinquedos de plástico (323 milhões de euros), miniaturas de trens elétricos (285 milhões de euros) e os bichinhos de pelúcia (84 milhões de euros).

Importação e custos

Um dos principais entraves para o crescimento da indústria alemã de brinquedos são os produtos baratos provenientes de países como a China, que detêm, aliás, o posto de principal exportador para a Alemanha.

De janeiro a novembro de 2003, a importação de brinquedos atingiu 2,5 bilhões de euros. Deste montante, 55% vieram da China, conforme dados do Departamento Federal de Estatísticas. Os outros principais fornecedores de brinquedos para a Alemanha estão bem aquém do líder. São a Holanda (11%) e o Japão (7%).

Para competir no mercado mundial, uma das maiores empresas de brinquedos da Alemanha, a fabricante do mundialmente conhecido Playmobil, distribuiu sua linha de produção pelo país, em Malta e na República Tcheca.

A diretora de negócios Andrea Schauer, reconhece que é difícil competir com o mercado chinês. "É claro que em termos de custos a China é bem mais interessante", admitiu a empresária. Uma hora de trabalho na linha de produção da Playmobil alemã custa ao empregador 22 euros, enquanto que nas fábricas chinesas o salário não chega a 1 euro por hora de trabalho.

Exportação estável

Apesar das dificuldades conjunturais e dos elevados custos de produção, a exportação alemã de brinquedos continua estável. De janeiro a novembro de 2003, o setor vendeu artigos no valor de 1,7 bilhão de euros no exterior, quase o equivalente ao comercializado em 2002. Os principais mercados para os brinquedos alemães continuam sendo os países da União Européia.

Novidades mil

Os organizadores da Feira de Brinquedos de Nurembergue não se esqueceram de dar uma atenção especial às novidades do setor, importantes para aquecer o mercado. As melhores idéias em dez distintas categorias de brinquedos serão premiadas por um júri independente com o prêmio Innovation Award.

E como sempre, novidade é o que não falta em uma feira deste porte. São pelo menos 60 mil produtos novos a cada edição. A alemã Ravensburger está lançando uma bola quebra-cabeça, do tamanho de uma bola de futebol. Outra novidade é o skatekart, que como o nome revela é uma mistura de skate e kart, para o público que curte patinete.

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