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Alemanha

O misterioso gás russo

Após dias de silêncio, Moscou revelou finalmente que o gás utilizado para neutralizar os extremistas chechenos num teatro moscovita foi um derivado do fentanyl.

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Toxicólogos do Hospital das Clínicas de Munique encontraram resquícios de halotano no organismo dos reféns alemães

Na quarta-feira (30), as autoridades russas falaram pela primeira vez sobre o gás utilizado pelas unidades especiais, no sábado (26), para finalizar o episódio de tomada de reféns por extremistas chechenos num teatro moscovita. A "substância ativa" seria um derivado do fentanyl, um narcótico à base de opiáceo, afirmou o ministro da Saúde, Yuri Shevchenko, segundo citação da agência de notícias Interfax.

Não se trata de uma substância química que infrinja "convenções internacionais", acentuou Shevchenko. Seu efeito não teria sido letal para 117 dos reféns, se não fosse o esgotamento e a fraqueza das vítimas, após três dias sem alimentação e sem água.

A utilização do gás foi defendida nesta quinta-feira (31) pelas autoridades russas, porque, caso contrário, os extremistas chechenos, armados com mais de cem quilos de explosivos, teriam "massacrado todos os reféns".

Resquícios de halotano

O pronunciamento de Shevchenko não esclareceu todas as dúvidas. Especialistas da unidade de Toxicologia do Hospital das Clínicas de Munique afirmam ter encontrado resíduos de outra substância — o halotano — na urina e sangue dos dois reféns alemães sobreviventes tratados por ele. Os doutores Thomas Zilker e Ludwig von Meyer supõem que o halotano foi empregado em dose altíssima, provavelmente em combinação com outra substância desconhecida.

Desenvolvido na década de 50, o halotano foi utilizado durante certo tempo como anestésico, mas banido das salas de cirurgia mais tarde, em conseqüência de seus efeitos colaterais, especialmente sobre o fígado.

Os dois reféns alemães, um homem de 50 anos e uma garota de 18, já puderam deixar a clínica de Munique e não precisam contar com seqüelas do gás que inalaram em Moscou, segundo os médicos.

O número de reféns mortos subiu a 119, depois que faleceram mais dois pacientes que estavam internados em clínicas moscovitas. Continuam em tratamento 184 vítimas do seqüestro.

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