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Mundo

O mais rápido possível

Velocidade é um dos lemas da “rainha do deserto” Jutta Kleinschmidt, que participa da edição 2004 do rali Dacar a bordo do Race-Touareg, o primeiro carro de corridas desenvolvido pela Volkswagen.

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A alemã Jutta Kleinschmidt

"Eu tentarei dirigir o mais rápido possível. Pilotar de forma cuidadosa não leva a nada. Não dá para vencer. Quando conquistei a vitória há três anos, tive uma vantagem de apenas dois minutos e meio após dez mil quilômetros de corrida", revelou a alemã Jutta Kleinschmidt, de 41 anos, com 13 anos de experiência no rali considerado o mais difícil do mundo.

Kleinschmidt participa da edição 2004 do rali Dacar a bordo do Race-Touareg, um veículo desenvolvido pela Volkswagen de acordo com suas exigências. Confiante, ela acredita no desempenho do carro, testado com sucesso no deserto do Marrocos há algumas semanas. Uma das principais preocupações era que algum erro de construção só fosse detectado nos testes finais. Pelo contrário. O Race-Touareg superou as expectativas.

Apesar de não descartar uma vitória, este não é o principal objetivo da "rainha do deserto", como a alemã é conhecida. Para ela, o mais importante é conseguir cumprir todo o trajeto de mais de 11 mil quilômetros e, se possível, ficar entre os dez primeiros colocados. "Quanto mais à frente, melhor", afirmou a modesta competidora.

De olho no futuro

Em seu segundo ano competindo pela Volkswagen, Kleinschmidt calcula que sua equipe terá maiores chances de vencer o rali em 2005. Até lá, o veículo estará ainda mais aperfeiçoado e a altura dos outros concorrentes.

O Race-Touareg possui um motor de 5 cilindros turbo diesel de 2,5 litros e 174 cv, com velocidade máxima de 184 quilômetros por hora. Seu peso é de 2.304 quilos com dimensões de 4,75 metros de comprimento e 1,93 de largura.

Boa equipe

A largada do rali Dacar 2004 acontece dia 1º de janeiro na cidade francesa de Clermont-Ferrand. Os competidores terão que cumprir 17 etapas e percorrer sete países até a chegada em Dacar, no dia 18 de janeiro.

Jutta Kleinschmidt mit Beifahrerin Fabrizia Pons, von links nach rechts

Jutta Kleinschmidt e sua co-piloto Fabrizia Pons

O percurso exige muito dos pilotos e seus veículos. Por isso, a equipe de apoio e o co-piloto desempenham um papel muito importante. Neste sentido, Jutta Kleinschmidt não tem do que reclamar. Ao seu lado estará a italiana Fabrizia Pons, que a alemã define como uma pessoa "muito profissional e dedicada".

Schumacher do deserto

Por falar em elogios, o diretor de Esportes da Volkswagen, Kris Nissen, não nega a admiração que sente por Kleinschmidt. "O que Michael Schumacher representa para a Ferrari, Jutta representa para a Volkswagen", afirmou o executivo, lembrando ainda que a experiência da alemã é um de seus maiores trunfos neste rali.

Para a esportista, o que importa mesmo é competir, mas competir bem. E ela não esconde o fascínio que sente com esta corrida. "O Dacar é sempre diferente, sempre novo. A gente nunca sabe o que vai acontecer. O rali é aventura, técnica, corrida e trabalho em equipe".

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