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Berlinale

O Brasil na Berlinale de 2015

Nenhum longa brasileiro concorre ao Urso de Ouro no Festival de Berlim. Mas, como em anos anteriores, país mantém papel de destaque, com filmes em mostras como a Panorama, a segunda mais importante do evento.

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"Sangue Azul" do pernambucano Lírio Ferreira é o filme de abertura da Panorama

Nenhum longa-metragem brasileiro está entre os 19 filmes selecionados para a mostra Competitiva, a principal da 65º Berlinale, que começa nesta quinta-feira (05/02) em Berlim.

Filmes de diretores consagrados como Werner Herzorg, Andreas Dresen, Peter Greenaway, Terrence Malick e Jafar Panahi disputam o Urso de Ouro com nomes menos experientes, como o inglês Andrew Haigh, o romeno Radu Jude, a italiana Laura Bispuri e o vietnamita Phan Dang Di.

Mas, apesar da ausência na principal mostra do festival, o Brasil emplaca filmes em importantes seções da Berlinale. Só na Panorama, o país tem quatro e fica atrás apenas de Estados Unidos e da Alemanha.

"O Brasil está sempre presente na Panorama, seria um ano estranho se não selecionássemos nenhum filme brasileiro", diz o diretor da mostra, Wieland Speck, à DW Brasil. "Nossos olhos estão abertos para a América Latina. Esperamos que os filmes selecionados encontrem seu espaço no mercado Europeu, o que é muito difícil de acontecer."

"Panorama Brasileiro"

Estrelado por Daniel de Oliveira, Sangue Azul, do pernambucano Lírio Ferreira, foi escolhido para abrir a Panorama.

Berlinale 2014 Wieland Speck

Speck quer trazer os filme brasileiros mais perto dos distribuidores europeus

"A Competitiva começa com o filme de Isabel Coixet [Nobody wants the night], que mostra duas mulheres em uma expedição ao Polo Norte. Achei interessante selecionar algo mais ensolarado", brinca Speck. "Mas também é uma maneira de chamar atenção para a forte presença brasileira".

Dois outros filmes de destaque em festivais nas Américas chegam à Europa através da Berlinale. Premiado no Festival do Rio, Ausência traz o cineasta Chico Teixeira de volta a Berlim, depois de apresentar seu filme de estreia, A casa de Alice, em 2007.

Regina Casé e Camila Márdila dividiram o prêmio de melhor atriz em Sundance por Que horas ela volta?, de Anna Muylaert. O longa, segundo Speck, pode ser visto como "um típico filme latino-americano, sobre ricos e seus empregados, mas também sobre emancipação, que reflete uma nova fase do Brasil".

Filmfestival Cannes 2012 Walter Salles

Walter Salles volta a Berlim com documentário sobre o cineasta chinês Jia Zhang-Ke

Vencedor do Urso de Ouro em 1998 por Central do Brasil, Walter Salles volta a Berlim com Jia Zhang-Ke, um homem de Fenyang, documentário sobre o cineasta e artistas chinês.

"É muito interessante ver a visão de um brasileiro sobre um artista que também vem de um país subcontinental que teve grandes e rápidas mudanças políticas e culturais", explica. "Na Panorama, tentamos fazer um cruzamento entre o cinema de autor e o comercial. Eu, como cineasta, sempre quero atingir o público e ajo da mesma maneira com os filmes que seleciono. Eu quero que os filmes tenham uma vida depois do festival."

Possível Urso de Ouro

Mas o Brasil ainda tem chances de levar um prêmio importante para casa. O filme-ensaio Mar de Fogo, sobre o clássico Limite (1931), de Mario Peixoto, foi um dos selecionados para concorrer ao Urso de Ouro de melhor curta-metragem.

Berlinale 2015 Viventes KEIN SOCIAL MEDIA + EINSCHRÄNKUNG

Cena da vídeo-instalação "Viventes" de Frederico Benevides

O Brasil também participa da experimental mostra Forum, com os longas Brasil S/A, de Marcelo Pedroso, e Beira-Mar, de Filipe Matzembacher e Marcio Rebelon.

Os artistas Frederico Benevides e Arthur Tuoto apresentam vídeo-instalações na Akademie der Künste, como parte da Forum Expanded, que também exibe Fuga dos meus olhos, novo curta-metragem de Felipe Bragança.

Dedicada ao cinema de temática indígena, a segunda edição da mostra Native tem seu foco na América Latina, com filmes de países como Equador, Argentina, México e Brasil.

"O cinema mostra como o Brasil tem dificuldade em lidar com sua realidade. O cenário de apenas ricos fazendo filmes sobre pobres mudou. Tentei não alimentar isso, mas não pude ignorar as boas produções dessa safra. Hoje, vejo que esse cenário melhorou", conclui Speck.

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