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Cultura

O último rockstar

Após cancelar a turnê alemã por causa de uma briga num bar, na qual Liam Gallagher perdeu os dentes da frente, o Oasis voltou para levar multidões à loucura. Noel Gallagher conta tudo em entrevista exclusiva a DW-WORLD.

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Noel Gallagher considera demonstrações de paz uma "perda de tempo"

O Oasis deixou rastros de euforia por onde passou na Alemanha, onde o público os esperava com ansiedade extra, desde que a banda havia cancelado suas apresentações em dezembro do ano passado devido a uma briga do vocalista Lim Gallagher com um grupo de turistas italianos. Depois de tocar em Hamburgo, Düsseldorf e Munique, a banda enfim encerrou sua turnê com um show para quatro mil pessoas na capital Berlim, onde tocou sucessos de seus cinco álbuns de estúdio.

Noel, de personalidade polêmica bem à maneira de um rockstar, pronunciou-se recentemente a respeito de uma possível guerra no Iraque, chamando demonstrações de paz de "perda de tempo". "Eu prefiro ir passear no parque com minha filha", disse Noel, que, no entanto, admira e respeita seus colegas George Michael e Robbie Williams pelo seu engajamento contra a guerra.

Para Noel, a guerra vai acontecer de qualquer maneira. "Sempre que um imbecil direitista com a Bíblia na mão governa a Casa Branca, seja Bush, seu pai ou Reagan, há uma guerra", disse Noel em entrevista coletiva.

Noel é autocrítico quanto à sua carreira. "É difícil aceitar que você não vai mais melhorar", disse. "Em 1991, eu sabia que me tornaria ainda melhor. Agora, preciso aceitar que meus melhores dias ficaram para trás".

Após o show em Munique, Noel Gallagher falou exclusivamente com DW-WORLD sobre seu irmão Liam, os alemães, o incidente no hotel e o futuro do grupo.

A multidão estava realmente eufórica no último show do Oasis em Düsseldorf. Como é o público alemão em comparação aos outros?

Noel – Bem, eu nunca os comparo porque eles são sempre diferentes – os australianos, os suíços, os miseráveis holandeses – mas aquele público estava especialmente animado. Não são pequenos shows, os que estamos dando aqui. Existe essa idéia de que nós somos famosos no Reino Unido e em nenhum outro lugar.

Esta não é a primeira vez que uma banda teve que adiar um show. De experiência própria, você sente que deve algo a seus fãs, quando isso acontece?

Noel – Não. Isso é rock'n'roll, não um evento de caridade. Não me interessa quem você é, por que você está lá, o que você espera. Se você comprar um ingresso, você vai assistir ao show que nós fizermos. E se não gostar, você sabe o que pode fazer.

Da última vez que vocês estiveram em Munique, toda a imprensa internacional veio a campo cobrir o incidente no hotel. Por que você acha que a mídia continua preferindo cobrir as coisas ruins que acontecem com a banda?

Noel – Você quer dizer as coisas que acontecem com Liam? Tudo gira em torno de álcool e garotinhos estúpidos em bares – e isso faz vender jornais. A imprensa diz que ama nos odiar, mas na verdade eles amam nos amar. O triste nisso tudo é que, quando eles olharem para trás e pensarem no Oasis em 2002, eles não vão pensar que vendemos mais de três milhôes de discos ou que eu quase morri num acidente de carro, eles vão lembrar que alguém quebrou os dentes do Liam.

Em uma entrevista no ano passado, você deu a entender várias vezes que queria se distanciar da imagem de "bad boy". Não é frustrante quando Liam ou alguém da banda se envolve em situações que reforçam tal imagem?

Noel – Sim, é frustrante. Não pode mais ser assim quando você tem 35 anos de idade. Eu só consigo me ver outros cinco anos na banda e depois quero fazer outra coisa. Eu acho triste, quando você tem 40 anos e ainda finge ser uma gangue. Eu não vou fazer isso quando tiver 41 anos. Só os Rolling Stones fazem isso e não compõem nada de bom desde 1971. Eu não consigo me ver fazendo isso.

Vamos falar de música. O que o Oasis vai fazer agora?

Noel – Não espere muita coisa. Vamos lançar outro álbum, mas não sei quando. Depois dessa turnê eu vou para casa ter uma vida normal. Os shows que estamos fazendo agora deveriam ter sido feitos no verão. Nós adiamos as datas duas vezes e, para dizer a verdade, eu preciso de uma pausa da banda e da música. Deveríamos ter encerrado a turnê em Melbourne, mas por causa de uma ou outra coisa tivemos que retornar. Agora eu quero descansar. Os outros provavelmente vão voltar ao estúdio, eles não precisam mais de mim por perto para isso.

Ao vivo no palco, a banda parece cada vez melhor e mais disposta. As últimas apresentações parecem ter sido uma melhor que a outra.

Noel – A verdade é que somos todos músicos muito talentosos. Sabemos o que podemos fazer e isso faz diferença. Junto com Gem (Archer) e Andy (Bell), somos todos muito bons naquilo que fazemos. Eu não sou nenhum Jimi Hendrix, mas sei que poderia tocar guitarra em qualquer banda do mundo. E isso é visível quando tocamos ao vivo.

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