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Ciência e Saúde

Nuvem de poluição cobre Pequim

Capital chinesa sofre com ar prejudicial à saúde há quase uma semana. Autoridades aconselham população a evitar atividades ao ar livre e a usar máscaras.

Pequim amanheceu nesta terça-feira (25/02) pelo sexto dia consecutivo coberta por uma nuvem de poluição. A fumaça, prejudicial para a saúde, fez com que o governo emitisse um alerta laranja – o segundo mais alto na escala chinesa. As autoridades ainda pediram aos moradores da capital para evitar atividades ao ar livre, manter as janelas fechadas e usar máscaras ao sair de casa.

Nesta terça-feira, o indicador PM2.5 – que mede minúsculas partículas suspensas no ar – era quase 20 vezes o valor máximo de exposição recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Dados divulgados pelas autoridades chinesas colocaram em 576 microgramas por metro cúbico o nível de PM2.5 na cidade de Tangshan, na Província de Hebei, perto de Pequim.

Em Pequim, o indicador alcançou a marca de 444 microgramas por metro cúbico. Segundo as diretrizes de segurança da OMS, o índice ideal de PM2.5 é de 25 microgramas por metro cúbico.

Essas partículas podem facilmente penetrar o pulmão e foram ligadas diretamente a alguns casos de mortes prematuras. Especialistas ambientais afirmam que a fumaça produzida por carros e a queima de carvão são as principais causas da onda de poluição.

Numa tentativa de aproximar o governo da população, o presidente chinês, Xi Jinping, fez uma rara aparição nas ruas da capital, caminhando sem máscara numa região popular da cidade.

Segundo a mídia local, pela primeira vez um cidadão chinês entrou com um processo contra o governo por causa dos danos causados pela poluição. O caso aconteceu na cidade de Shijiayhuang, nas proximidades de Pequim, onde Li Guixin pede uma indenização de 10 mil yuans (cerca de 5 mil reais) por causa de investimentos que ele fez para evitar o contato com o ar poluído. Não estava claro se a corte acatou o processo.

RM/afp/ap/dpa

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