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Mundo

NSA rastreia posição de milhões de celulares no mundo, diz jornal

Inteligência dos EUA reúne por dia cerca de 5 bilhões de registros sobre deslocamentos de centenas de milhões de aparelhos, afirma reportagem do "The Washington Post". Denúncia tem base em documentos de Edward Snowden.

A Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA reúne diariamente cerca de 5 bilhões de registros sobre a localização de centenas de milhões de celulares em todo o mundo, de acordo com reportagem publicada pelo jornal americano The Washington Post. A revelação é baseada em documentos divulgados pelo ex-analista de inteligência Edward Snowden.

A NSA pode usar esses dados para criar perfis de deslocamento de pessoas de uma forma que seria antes "impensável", conforme ressaltou o diários em seu site nesta quarta-feira (04/12), em artigo que também recorre a entrevistas com funcionários de inteligência. O serviço secreto, diz o texto, guarda e analisa os dados de localização de pelo menos "centenas de milhões de dispositivos".

Com isso, os espiões americanos têm acesso não só a informações sobre o paradeiro de pessoas, mas também podem mapear os relacionamentos do proprietário do telefone. O monitoramento é dirigido contra "alvos estrangeiros". Entretanto, cidadãos dos EUA também são atingidos, já que o sistema de vigilância recolhe uma grande quantidade de dados provenientes de aparelhos do país.

Sistema revela rede de relacionamentos

No artigo, um funcionário da NSA retrata, com a permissão de seus chefes, como funciona o programa de monitoramento. Segundo ele, o serviço secreto grampeia os cabos que conectam redes de telefonia móvel em todo o mundo, recolhendo "uma vasta extensão" de dados de localização.

Analistas da NSA podem, assim, localizar telefones celulares em qualquer lugar do mundo, acompanhar deslocamentos e descobrir relacionamentos secretos entre duas ou mais pessoas. Os agentes processam os dados com ajuda de um software de análise chamado Co-Traveler, classificando-os segundo padrões de movimento, revelando a rede de relacionamentos de suspeitos de terrorismo.

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A coleta indiscriminada de dados de localização de celulares faz com que a NSA colecione uma quantia de informações que já chegou a ameaçar as capacidades da agência, de acordo com o The Washington Post. O jornal cita um documento interno de maio de 2012, em que o serviço de inteligência reconhece que o programa ultrapassa "o poder de registrar, processar e armazenar" dados da agência. Posteriormente, entretanto, a NSA expandiu suas capacidades.

Ativistas de direitos civis criticaram as medidas de monitoramento de forma severa. "É impressionante que um programa de rastreamento dessa magnitude possa ser implementado sem qualquer debate público", reclama a advogada Catherine Crump, da American Civil Liberties Union (ACLU). Greg Nojeim, do Center for Democracy and Technology, reivindica que o Congresso passe a controlar a NSA.

Suécia espiona liderança russa

A rede de televisão estatal sueca SVT noticiou que a agência de inteligência da Suécia (FRA) espiona a liderança russa a serviço dos Estados Unidos. A FRA é, de acordo com a reportagem, o "principal parceiro" no monitoramento da comunicação de internet e telefônica da Rússia. A SVT citou documentos da NSA obtidos por Edward Snowden e passados à SVT pelo jornalista Glenn Greenwald.

Desde junho, documentos divulgados por Snowden trouxeram à luz uma série de ações de monitoramento da NSA e de serviços secretos aliados. Revelações dão conta de que a NSA monitorou não apenas e-mails e telefonemas de pessoas ao redor do mundo, mas também telefonemas de líderes de países que mantêm relações amistosas com os EUA –, incluindo a chanceler federal alemã, Angela Merkel e a presidente brasileira, Dilma Rousseff.

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As atividades da NSA estão preocupando cada vez mais empresas dos EUA, que temem consequências para seus negócios no exterior. A Microsoft anunciou que pretende codificar seu tráfego de dados internos com muito mais frequência do que antes. A empresa responde, desse modo, a relatos de que a NSA estaria monitorando, sem uma ordem judicial, fluxos de dados dos gigantes da internet Google e Yahoo fora dos EUA. Ambas as companhias anunciaram que pretendem incrementar suas medidas de segurança.

MD/afp/rtr

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