Novos dados indicam que China superou Alemanha na economia mundial | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 14.01.2009
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Economia

Novos dados indicam que China superou Alemanha na economia mundial

Após corrigir dados de crescimento de 2007, China divulga informações que confirmam sua posição de terceira potência econômica. Estatísticas confirmam que crise causou drástica desaceleração do crescimento alemão.

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China também se aproxima da Alemanha no volume de exportações

A China superou a Alemanha, tornando-se a terceira potência econômica do mundo, segundo informações recém-divulgadas pelo governo chinês. O órgão federal de estatísticas em Pequim corrigiu os dados de crescimento econômico relativos a 2007 de 11,9% para 13%. Esta foi a maior taxa de crescimento desde 1993.

Segundo os novos cálculos, o produto interno bruto (PIB) chinês relativo ao ano retrasado chegou a 25,73 trilhões de iuans (3,5 trilhões de euros, segundo a taxa de câmbio de final de 2007). O PIB alemão somou 3,3 trilhões de euros no mesmo período, de acordo com dados do Banco Mundial. Com os novos números, a China se torna a terceira maior potência econômica do mundo, atrás apenas dos EUA e do Japão.

A China também está se aproximando da Alemanha nas exportações, segundo avaliou o economista-chefe da Organização Mundial de Comércio, Patrick Low. Nos primeiros onze meses de 2008, as exportações chinesas cresceram 19,3%, enquanto as alemães aumentaram 13%.

No entanto, a Alemanha provavelmente ainda manteve sua posição de líder mundial no ano passado. Até novembro, o volume de exportações da Alemanha foi de 1.377 bilhão de dólares, o que corresponde a 60 bilhões de dólares mais que o volume exportado pela China.

Crise financeira se fez sentir nitidamente

Os dados parciais divulgados pelo Departamento Federal de Estatística da Alemanha nesta quarta-feira (14/01) confirmaram que a crise econômica e financeira ocasionou uma drástica desaceleração do crescimento alemão.

Em 2008, o PIB cresceu 1,3%, um índice que corresponde praticamente à metade do registrado no ano anterior. Com isso, a Alemanha não conseguiu atingir a meta de fechar o ano sem aumentar as dívidas públicas e o novo endividamento chegou a 1,6 bilhão de euros.

Em 2007, a economia alemã cresceu 2,5%. Para 2008, o governo alemão havia prognosticado um crescimento econômico de 1,7%. A reduzida taxa mostra que a crise econômica mundial "se fez sentir nitidamente" na Alemanha, conforme comentou o ministro alemão das Finanças, Michael Glos.

O desempenho econômico alemão caiu sobretudo nos últimos meses de 2008. De outubro a dezembro, o produto interno bruto caiu de 1,5% a 2% em relação ao terceiro trimestre. Atualmente, a Alemanha se encontra em uma "situação conjuntural instável", segundo o Departamento Federal de Estatística.

O deficit dos orçamentos públicos de 1,6 bilhão de euros em 2008 corresponde a 0,1% do PIB. O novo endividamento foi ocasionado pelas medidas do governo federal para salvar os bancos da crise financeira e pela reintrodução de vantagens fiscais relativas ao trajeto dos trabalhadores até o emprego. Sem esses dois fatores, os orçamentos teriam tido um superavit de 8,5 bilhões de euros. Os orçamentos públicos incluem os cofres da União, dos estados, dos municípios e dos seguros sociais.

Alemanha deve romper pacto de estabilidade em 2010

Diante da crise econômica, o ministro alemão das Finanças, Peer Steinbrück (SPD), conta com um deficit orçamentário de mais de 4% do PIB para o próximo ano. Isso significa que a Alemanha ultrapassaria o limite máximo de 3% estipulado pelo pacto de estabilidade do euro, previsto no Tratado de Maastricht. Em 2009, o país deverá poder manter-se abaixo do limite, segundo prevê o ministro.

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