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Ciência e Saúde

Novo sistema de endereços IPv6 prepara internet para o futuro

Endereços na internet não bastam para cobrir número atual de usuários. Empresas mundiais implementam novo sistema IPv6, com 340 undecilhões de possibilidades. Especialistas temem pelo futuro da privacidade de dados.

"Hoje lançamos a internet do século 21: vocês ainda não viram nada", escreveu o vice-presidente da Google e "um dos pais da internet", Vint Cerf, no blog oficial da empresa.

Mais de 1.400 empresas em todo o mundo adotaram, a partir desta quarta-feira (06/06), um novo sistema de protocolos de internet. Entre elas, Google, Facebook e Microsoft. O novo sistema, chamado IPv6, permite aumentar o número de endereços IP (Internet Protocol).

A mudança é vista como um passo importante para o futuro da internet, mas deverá ser praticamente invisível para o usuário. Os especialistas não esperam a ocorrência de muitos problemas de compatibilidade. O antigo sistema, o IPv4, continuará funcionando em paralelo nos próximos anos. Além disso, muitos sistemas operacionais modernos já suportam o novo formato.

O que vai mudar

No mundo online, os endereços IP são equivalentes aos números de um catálogo telefônico. Para cada página de internet e cada computador ou smartphone que se conecta à internet, é atribuído um número específico: o endereço de IP.

Vint Cerf, um dos fundadores da internet

Vint Cerf, um dos fundadores da internet

Mas até agora o sistema era limitado, permitindo a utilização de "apenas" 4,3 bilhões de endereços. "Quando a internet foi lançada operacionalmente em 1983, seus criadores jamais sonharam que haveria bilhões de dispositivos e utilizadores tentando se conectar online", comentou um dos "pais da internet, Vinton Cerf, no blog da Google. Por isso, foi preciso aumentar o número de endereços.

As vantagens do processo são semelhantes às da ampliação dos números de telefone. Quando se acrescenta um ou dois dígitos aos números antigos, há mais números disponíveis para novos usuários. Na internet, a introdução do novo formato IPv6 levará a um aumento substancial do número de endereços: para 340 undecilhões – o número 340 seguido de 36 zeros.

Críticas

A introdução do novo formato traz também novas preocupações para alguns especialistas. Antes, os usuários não tinham um endereço individual fixo. Somente o provedor de internet sabia o endereço de quem estava conectado em determinado momento. Mas teme-se que isso possa mudar com o novo sistema, permitindo criar perfis detalhados de usuários.

Um dos principais especialistas alemães da área da proteção de dados, Thilo Weichert, apelou em entrevista ao jornal Frankfurter Rundschau pela garantia do anonimato na internet do futuro: "Continuamos defendendo as normas aplicáveis ao IPv4, que dificultam a identificação".

O novo formato IPv6 tem, na realidade, um sistema próprio de proteção de dados: a chamada privacy extension, que codifica a segunda parte do endereço IP. Os responsáveis pelo novo sistema pretendem, assim, garantir o anonimato do usuário.

GCS/afp/dpa
Revisão: Augusto Valente

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