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Esporte

Novo recorde de brasileiros na Bundesliga

Agora são 28 representantes do futebol pentacampeão mundial em 13 dos 18 clubes da primeira divisão alemã. O número supera em dois o recorde da temporada passada.

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Zé Roberto (esq.) trocou o Bayer pelo Bayern e jogará agora ao lado do ganense Kuffour

A redução de transferências de jogadores na Bundesliga refletiu-se também na contratação de brasileiros. Se um ano atrás, houve um boom na procura por reforços naturais do maior país sul-americano, agora poucos clubes seguiram este caminho. Uma retração até mesmo inesperada após o futebol brasileiro recuperar o prestígio de melhor do mundo com a conquista da Copa do Mundo em junho.

Às vésperas da temporada passada, os clubes alemães aproveitaram-se da flexibilização das cotas de estrangeiros e ampliaram em 70% (11 jogadores) a presença brasileira na primeira divisão. Apesar da atual retração, o Campeonato Alemão vai começar com um novo recorde: 28 jogadores brasileiros estão inscritos, dois a mais do que na primeira metade da temporada passada .

Nenê, a sexta cara nova – O recorde foi garantido com a contratação dos zagueiros Nenê, pelo Hertha Berlim, e Rafael da Silva, pelo 1860 Munique. Ex-jogador do Grêmio, Nenê tinha passe livre e estava em teste no clube alemão desde 1º de julho. Apesar de insatisfeitos com o que viram a princípio, os dirigentes berlinenses decidiram contratá-lo por um ano, com opção de mais três anos. "Assim Nenê terá uma chance justa para mostrar seu potencial. O contrato é vinculado a seu rendimento, de modo que o risco é mínimo para nós", justificou Dieter Hoeness, diretor de futebol. Já Rafael veio do Botafogo-RJ.

Das outras cinco novas caras brasileiras na Bundesliga, quatro pousaram em solo alemão após a última temporada. O zagueiro Juan e o atacante França refizeram – ao lado de Lúcio – a tradicional alta cota de brasileiros do Bayer Leverkusen, que nos últimos 12 meses se desfez de Róbson Ponte (Wolfsburg), Paulo Rink, Marquinhos e Zé Roberto (Bayern de Munique).

Já o Hertha Berlim deu seqüência a seus investimentos em futebol-arte. Depois de trazer o atacante Alex Alves em 1999 e o armador Marcelinho Paraíba em 2001, o clube da capital reforçou-se com o centro-avante Luizão, da Seleção Brasileira, e agora com Nenê. Também egresso do Grêmio, o zagueiro Rodrigo Costa veio para o 1860 Munique. A única cara nova brasileira na primeira divisão que não atravessou o Atlântico agora é o zagueiro Márcio Borges, que desde 1999 está no Arminia Bielefeld, que subiu da segundona alemã.

Quatro brasileiros deram adeus à Bundesliga. Dispensado pelo Bayern de Munique, Paulo Sérgio transferiu-se para o futebol árabe. Já Adhemar cansou da reserva no Stuttgart e voltou ao São Caetano por empréstimo. Por sua vez, o atacante Marcão caiu para a segunda divisão junto com o St. Pauli. E, desde o início do ano, o meio-campista Marquinhos está emprestado ao Paraná, após 1,5 ano de Bayer Leverkusen sem jamais ter a chance de defender o time. Ex-Leverkusen e Nürnberg, o atacante paranaense Paulo Rink continua com futuro indefinido.

Melhor qualidade – Uma espiada mais atenta nos novos contratados leva o bom observador a uma conclusão. Os investimentos em valores brasileiros podem ter caído, mas concentraram-se desta vez em jogadores de destaque na terra pátria, enquanto antes da última temporada muitos clubes andaram contratando reforços de segunda categoria, de times europeus de menor expressão.

Com a contratação de Nenê, o Hertha Berlim igualou-se ao Borussia Dortmund como o maior empregador alemão de jogadores tupiniquins. No campeão alemão, jogam Amoroso, Éwerthon, Dede e Evanílson. Bayer Leverkusen e Energie Cottbus vêm atrás com três cada. O número de clubes com estrelas do futebol pentacampeão mundial passou de 12 para 13.