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Alemanha

Novo programa do Partido Verde aceita violência como meio da política

Partido dos ecologistas aprova em convenção realizada no fim de semana novo programa e despede-se da renúncia completa à violência na política, responsável por profundas divergências após os atentados de 11 de setembro.

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Joschka Fischer e Claudia Roth na convenção do Partido Verde

Pela primeira vez desde sua criação, em 1980, o Partido Verde aprovou um novo programa, reformulando sua posição em relação a seus valores fundamentais: ecologia, autodeterminação, democracia, justiça.

Ainda que acentuando que sua política busca por soluções no contexto da não-violência, o partido reconhece – o que é novo em seus fundamentos – que "a violência nem sempre pode ser evitada". Assim sendo, os verdes admitem o direito à defesa individual e coletiva segundo a Carta das Nações Unidas.

Mas o partido exige, ao mesmo tempo, que no futuro as decisões sobre a participação das Forças Armadas alemãs em missões de paz no exterior pressuponham uma maioria de dois terços no Parlamento. Para tanto, tem em vista uma emenda da Constituição, que prevê atualmente a aprovação por maioria simples.

Outros princípios importantes do novo programa, que terá validade até 2020, são a igualdade de direitos entre mulheres e homens, a valorização da política para a família e a infância e uma globalização com "traços humanos".

Os disciplinados debates foram conduzidos sem grandes controvérsias desde sexta-feira à noite. Ao encerrar a convenção, neste domingo (17), o ministro do Exterior, Joschka Fischer, conclamou os quase 700 delegados a não perderem de vista a meta mais próxima: "Para nós, a campanha eleitoral começa imediatamente". Nas eleições de setembro, o Partido Verde pretende conseguir pelo menos 8% dos votos e dar prosseguimento à coalizão com os social-democratas.