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Mundo

Novo primeiro-ministro nomeia gabinete mais jovem da história da Itália

Ex-prefeito de Florença Matteo Renzi assume a chefia do governo italiano. Com metade da equipe ministerial composta por mulheres e média etária abaixo dos 50 anos, democrata propõe um ousado programa de governo.

O novo governo da Itália foi empossado neste sábado (22/02), no Palácio do Quirinal. Em longa conversa com o presidente Giorgio Napolitano, na noite anterior, Matteo Renzi assumira formalmente o posto de primeiro-ministro.

O político democrata deve impor uma marcha inusitadamente veloz à política italiana. Ele declarou estar ciente da grande "responsabilidade, do momento delicado e também da extraordinária honra" de possibilitar ao país "um governo que esteja apto a dar esperança às novas gerações e a todos os italianos."

Impulsionado pela vontade de reformar fundamentalmente o país em crise, Renzi deliberou muito rapidamente com os parceiros de coalizão sobre o programa governamental e a equipe de governo, apresentando imediatamente seu gabinete.

Dos 16 ministros, oito são mulheres – uma proporção sem precedentes em Roma. A partir da próxima segunda-feira, o 65º governo italiano do pós-guerra se submete aos votos de confiança das duas câmaras do Parlamento.

Gabinete jovem

O até então prefeito de Florença dedicou atenção especial à escolha do ministro da Economia, que ficará encarregado de levar a cabo um dos projetos centrais de Renzi: afrouxar a política de austeridade imposta à Itália pela União Europeia. O escolhido para chefiar a pasta foi Pier Carlo Padoan, de 64 anos, tecnocrata de esquerda e economista-chefe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Quebrando outra tradição italiana, a de apostar em políticos mais maduros, Renzi compôs um gabinete cuja média etária é de apenas 47,8 anos. O gabinete encabeçado por Mario Monti foi o mais idoso, em torno dos 64 anos de idade.

Além de Padoan, apenas o ministro do Trabalho, Giuliano Poletti, ultrapassou os 60 anos de idade. A mais jovem é democrata Maria Elena Boschi, da Reforma e Relações com o Parlamento. Com 39 anos completados em 11 de janeiro, o próprio Renzi é o caçula, não só entre os 59 premiês da história da Itália, como em toda a União Europeia.

Uma das surpresas no novo gabinete é a manutenção de Angelino Alfano à frente do Ministério do Interior. O político linha-dura é um dos fundadores do partido Nova Centro-Direita, dissidência do Povo da Liberdade, do famigerado Silvio Berlusconi.

Matteo Renzi Kabinett Rom 22.02.2014

Novo gabinete italiano se apresenta no Palácio do Quirinal. Ao centro, Matteo Renzi

Democrata pragmático

Pouco antes da posse, Renzi admitira no Twitter: "A tarefa é dura e difícil, mas somos a Itália. Permaneceremos livres e simples."

O programa apresentado por ele é implacável: até o fim do mês, pretende-se implementar as longamente procrastinadas reformas do direito eleitoral e das instituições públicas. Em março é a vez da não menos urgente reforma do mercado de trabalho. Para abril está programada a reestruturação administrativa, seguida em maio pela reforma tributária.

O jurista florentino Matteo Renzi é presidente do Partido Democrático (PD), maior facção da coalizão em Roma. Considerado um defensor pragmático e anti-ideológico das próprias metas políticas, ele sucede Enrico Letta, afastado da chefia de governo após menos de dez meses, sob a argumentação de que a Itália necessita de reformas velozes e profundas.

AV/dpa/afp

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