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Mundo

Novo mediador internacional descreve situação na Síria como assustadora

Sofrimento da população é imenso, afirma o argelino Lakhdar Brahimi à Assembleia Geral da ONU. Segundo ele, ação internacional coordenada é indispensável e urgente.

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Lakhdar Brahimi

O novo mediador internacional para a Síria, Lakhdar Brahimi, descreveu nesta quarta-feira (05/09) a situação no país como assustadora e de um sofrimento "imenso". Após as declarações, foram relatados novos ataques do exército sírio na cidade de Aleppo.

Brahimi apresentou uma análise nada animadora do que ocorre na Síria diante da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. "O número de mortos é assombroso, a destruição alcança proporções catastróficas e o sofrimento dos civis é imenso".

Ele alertou que a guerra civil se torna mais intensa a cada dia e que uma ação internacional coordenada é indispensável e urgente.

Brahimi assumiu sábado o posto de enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe à Síria, sucedendo o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, que fracassou com seu plano de cessar-fogo e tentativa de diálogo entre governo e oposição sírias.

Durante entrevista concedida à emissora britânica BBC, o mediador havia se declarado muito pessimista em relação à sua missão no país, que qualificou de quase impossível. Entretanto, durante a reunião na ONU o argelino afirmou que mantém a esperança de encontrar uma solução pacífica para o conflito armado.

"Estou ansioso para visitar Damasco daqui a alguns dias, assim como espero a ajuda de todos os países possíveis para tornar o processo de paz uma realidade", declarou. "O futuro da Síria será construído pela sua população e mais ninguém. Mas a contribuição da comunidade internacional é indispensável e urgente. Só teremos sucesso se caminharmos na mesma direção."

Críticas

UN Vollversammlung zu Syrien Ban Ki-moon in New York

Ban Ki-moon crítica países que fornecem armas para o conflito

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou nesta terça que os países que enviam armas à Síria ampliam a miséria, e pediu aos governos para ajudar a pôr fim à guerra. "Quem fornece armas a qualquer das partes apenas contribui para expandir a miséria e o risco de consequências imprevistas num momento no qual a luta se intensifica e se amplia", disse o secretário-geral aos 193 membros da Assembleia.

O ministro do Exterior da Alemanha, Guido Westerwelle, voltou a criticar nesta quarta-feira a Rússia e a China por bloquearem medidas mais severas contra o governo sírio no Conselho de Segurança da ONU. A Alemanha está na presidência rotativa do conselho durante o mês de setembro.

"Está claro que a responsabilidade é dos países que ainda insistem em proteger o governo de Bashar al-Assad", disse Westerwelle, em Viena.

Escalada de mortes

O exército sírio atacou na madrugada desta quarta-feira bairros de Aleppo controlados pelos rebeldes, causando a morte a 19 pessoas, entre as quais sete crianças, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), organização oposicionista baseada em Londres.

Dez civis foram mortos no bairro de Bustan al-Qasr e nove corpos foram encontrados nos bairros de Marjeh e Hanano, informou o OSDH.

RO/afp/dpa/rtr/lusa
Revisão: Alexandre Schossler

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