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Mundo

Novo laudo diz que atirador norueguês pode responder por seus atos

Nova avaliação contradiz a primeira e diz que Anders Behring Breivik não estava psicótico quando executou os ataques que causaram a morte de 77 pessoas na Noruega.

FILE - This is a Monday, Feb. 6, 2012 file photo of Anders Behring Breivik, a right-wing extremist who confessed to a bombing and mass shooting that killed 77 people on July 22, 2011, as arrives for a detention hearing at a court in Oslo, Norway. Norwegian prosecutors on Wednesday March 7, 2012 indicted Anders Behring Breivik on terror and murder charges for slaying 77 people in a bomb and shooting rampage but said the confessed mass killer likely won't go to prison for the country's worst peacetime massacre. Prosecutors said they consider the 33-year-old right-wing extremist psychotic and will seek a sentence of involuntary commitment to psychiatric care instead of imprisonment unless new information about his mental health emerges during the trial set to start in April. (Foto:Heiko Junge, Scanpix Norway, File/AP/dapd) NORWAY OUT

Anders Behring Breivik

O norueguês Anders Behring Breivik, acusado pela morte de 77 pessoas na Noruega em julho de 2011, não apresentava problemas psicóticos quando executou os ataques e é plenamente imputável pelos crimes que cometeu, conclui uma nova avaliação psiquiátrica divulgada nesta terça-feira (10/04).

Dois psiquiatras selecionados pelo tribunal disseram que Breivik não estava psicótico no momento em que atirou num acampamento de jovens, matando 69 pessoas, quase todos adolescentes, nem quando colocou uma bomba num prédio no centro de Oslo, matando oito pessoas. Os especialistas observam que há um alto risco de que que ele cometa crimes semelhantes.

Os resultados apresentados pelos especialistas Terje Torrisen e Agnar Aspaas contradizem uma avaliação feita em novembro, na qual outros dois psiquiatras concluíram que Breivik era insano e sofria de esquizofrenia paranóide, sendo portanto, inimputável.

"O tribunal irá levar os dois relatórios em consideração", disse Torrisen. "A observação [do comportamento] de Brevik fortaleceu a nossa conclusão", acrescentou Aspaas, sem revelar o motivo da diferença entre os resultados. O tribunal de Oslo ordenou uma segunda avaliação depois da repercussão nacional sobre os primeiros exames.

O próprio Breivik, que reconhece a autoria de todos os crimes, nega sofrer algum tipo de transtorno mental e afirma ser responsável por todos os seus atos, pois se considera um ativista político. Ele argumenta que os ataques são parte de uma guerra para salvar a cultura europeia.

Em carta aberta, Breivik disse que ir para um hospital psiquiátrico seria um destino pior que a morte e que os ataques seriam uma punição ao governo pelas políticas pró-imigração.

As primeiras avaliações foram apoiadas por um quadro de psiquiatras e psicólogos do Conselho Medicina Forense da Noruega. Mas outros especialistas questionaram o diagnóstico, que levaria Breivik a um hospital psiquiátrico caso condenado.

A nova avaliação foi baseada em entrevistas e observações do comportamento de Breivik durante um período de três semanas na prisão, onde ele está sendo mantido sob custódia. O julgamento começará na próxima segunda-feira.

KR/dpa/rtr/dpa
Revisão: Alexandre Schossler

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