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Eleição na Alemanha

Novo líder do SPD conta com a simpatia da mídia alemã

A maior parte dos jornais do país vê com bons olhos a escolha de Matthias Platzeck para a presidência do SPD. Uns falam em um verdadeiro recomeço, outros já especulam um possível retorno do partido à Chancelaria Federal.

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Platzeck (d) e o novo secretário-geral do SPD, Hubertus Heil, após a eleição

Die Welt: "Platzeck foi eleito com 99,4% dos votos. Um resultado quase desconhecido nos 142 anos de história da social-democracia alemã. Um resultado que abre grandes expectativas. Platzeck já deixou bem claro em seu discurso de posse que alguma – se não muita – coisa vai mudar no partido. Um novo tempo começou para o SPD. E principalmente um novo estilo.

(…)

Platzeck explica [em seu discurso] como ele define a social-democracia no início do século 21. Bem tradicionalmente, com um Estado ágil, o equilíbrio neoclássico entre renovação econômica e coesão social, mas também com uma alta dose de auto-responsabilidade. Ele contrapõe um Estado social que previne a um que corrige – e decide-se pelo primeiro".

Neue Zürcher Zeitung: "A pessoa de Platzeck possui facetas que são, em verdade, estranhas ao SPD, mas mesmo assim ele obteve uma maioria esmagadora. Platzeck mencionou sua origem que, neste partido de influência ocidental, ainda possui algo de exótico. (…) Depois de muitos políticos do Leste terem quase se desculpado por sua origem, Platzeck assumiu a sua sem rodeios.

Como a futura chanceler federal Merkel, ele também não pertencia nem a grupos dissidentes nem a partidos próximos ao governo na ex-República Democrática Alemã. Para a nova geração, que só entrou para a política após a reunificação alemã, seu passado não importa, assim como muitas das tradições da ex-Alemanha Ocidental possuem apenas um significado limitado. Tal qual Merkel, Platzeck é quase um estranho em seu partido e, assim como ela, também ele pôde ascender à liderança em meio às turbulências de uma crise. Platzeck é membro do partido desde meados dos anos 90 – nesse meio tempo, o SPD já teve quatro presidentes".

Spiegel Online: "O extraordinário resultado obtido por Matthias Platzeck nas eleições para presidente do SPD dá asas à imaginação dos social-democratas, que já sonham com o retorno à Chancelaria Federal. Pois para eles o atual governador do Estado de Brandemburgo é um excelente candidato".

Frankfurter Allgemeine Zeitung: "Platzeck obteve 512 votos de 515. Desde os dias de Kurt Schumacher, nenhum de seus antecessores pôde contar com tal resultado – 99,4%. Mais uma vez apresentaram-se Schröder, Müntefering e Platzeck como um trio perante os delegados. Mas, após seu discurso, Platzeck não mais dava a impressão de um iniciante que tem ainda muito a aprender.

Em convenções anteriores do SPD, Platzeck não desempenhava nenhuma função decisiva. Ele era tido como leal à liderança do partido, não dava entrevistas nas quais criticava seus líderes, e parecia que se mantinha de fora das disputas de poder por cargos e posições. Ele compartilhava tanto a política interna quanto a externa de Schröder. Ele não deixava extravasar suas dúvidas de que tais 'desaforos' estavam sendo explicados à população sem afetar o potencial eleitoral do partido, mas as tornava claras com atitudes próprias e em discussões internas."

Die Tageszeitung: "Os delegados do SPD não elegeram Platzeck por se tratar de alguém que eles conhecem bem, mas justamente por ser alguém que eles desconhecem. Platzeck é o novo coringa no jogo de poder que levou Schröder, Müntefering e Nahles até o fiasco. Ele é, mais que qualquer outro, uma promessa".

Süddeutsche Zeitung: "Nesta eleição, que pegou o SPD tão de surpresa, está contida uma certa força simbólica: há dez anos, Matthias Platzeck entrou para o SPD – no ano da convenção anual do partido em Mannheim, quando a luta [interna] escalou com a queda de Rudolph Scharping. Com Gerhard Schröder cai o último de uma geração, e com Platzeck chega alguém que nunca teve nada a ver com nenhuma dessas intrigas. Desta vez, realmente pode ser um novo começo para o SPD".

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