Novembro foi o mês mais seco na Alemanha desde 1881 | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 01.12.2011
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Alemanha

Novembro foi o mês mais seco na Alemanha desde 1881

Com precipitação de 3 litros/m2, mês foi o mais seco desde o início dos registros meteorológicos no país. Nível baixo dos rios afeta transporte fluvial e há risco de incêndios. Falta de neve prejudica esporte de inverno.

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Reno baixo em Colônia: navios transportam menos carga

O mês de novembro de 2011 foi o de menos chuva na Alemanha desde o início dos registros meteorológicos, em 1881. Segundo o Serviço Alemão de Meteorologia (DWD, do alemão), o índice de 3 litros por metro quadrado superou o recorde de abril de 1893, quando caíram 3,65l/m2.

Algumas estações meteorológicas nem chegaram a registrar queda de chuva no mês passado. Até agora, os extremos dos índices pluviométricos do penúltimo mês do ano na Alemanha haviam sido um mínimo de 10l/m2, em 1920, e um máximo de 134l/m2, em 1944.

Segundo o DWD, com uma temperatura média de 4,5ºC, este novembro foi 0,5ºC mais quente que a média entre 1961 e 1990. Já a incidência solar, de 95 horas, superou em 75% a média de um mês de novembro.

Para meteorologista, coincidência

Segundo o meteorologista Gerhard Müller-Westermeier, a falta de chuva deveu-se a um fenômeno meteorológico: "Estivemos sob influência de um sistema de alta pressão praticamente o mês inteiro, o que não permitiu a formação de nuvens".

Em sua opinião, é muito cedo para responsabilizar o aquecimento global. "Em princípio, apenas podemos prever que a temperatura vai subir, todo o resto é especulativo".

O meteorologista relativiza também o recorde, que considera coincidência. "Certamente encontraremos períodos de 30 dias ainda mais secos, se não nos concentrarmos em um mês específico, e sim de meados de outubro a meados de novembro, por exemplo", diz Müller-Westermeier.

Flash-Galerie Bilder der Woche KW 47

Pessoas atravessam o Reno em Bingen

Rios baixos prejudicam transporte fluvial

O nível do rio Reno em Kaub, no oeste da Alemanha, atingiu na semana passada seu recorde, com 47 centímetros, o significa 1,6m de profundidade para navegação no local. A baixa profundidade causa problemas ao funcionamento das balsas e os grandes cargueiros estão transportando apenas um quinto do peso da carga que levam em circunstâncias normais.

Em alguns locais, já se formaram ilhas no Reno. É o caso nas cidades de Bingen e Mainz, onde as temperaturas amenas levaram famílias a fazer piquenique nos bancos de areia normalmente cobertos de água. Nos últimos cem anos, a marca de 47cm foi superada sete vezes em Kaub. O nível mais baixo neste local foi atingido em 2003, com 35cm.

Esportes de inverno afetados

O calor incomum e a falta de chuva ameaçam não só os bosques na Alemanha, que correm risco de incêndios. O fenômeno está atrasando também o começo da temporada de esportes de inverno na Suíça, que se inicia tradicionalmente no primeiro fim de semana de dezembro. Mesmo a produção de neve artificial não é possível, devido à falta de frio, disse a porta-voz da Suíça Turismo, Veronique Kanel.

As estações de esqui esperam que as temperaturas caiam na próxima semana e estão atraindo turistas com promoções especiais.

Falta neve também na Zugspitze, a montanha mais alta da Alemanha, onde não há precipitação desde outubro. O lançamento da temporada de esqui, no último final de semana, teve de ser cancelado.

RW/ap/dpa
Revisão: Carlos Albuquerque

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