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Mundo

Novas gestões da UE em busca da paz para o Oriente Médio

Os ministros de Relações Exteriores da Alemanha e Grã-Bretanha tentam nova mediação de paz entre Israel e os palestinos.

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Ministro Joschka Fischer tentará nova mediação no Oriente Médio

Num contexto político de crescente violência entre israelenses e palestinos, o ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, e seu colega britânico, Jack Straw, viajam ao Oriente Médio, onde pretendem fazer uma nova tentativa de intermediação entre as partes conflitantes. Para o ministro alemão, a primeira estação da viagem é o Egito, onde será recebido pelo presidente Hosni Mubarak na quinta-feira (14). Em seguida, Joschka Fischer viajará para Jerusalém, onde se juntará a Jack Straw para conversações com o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon.

Na noite da quinta-feira, Joschka Fischer pronunciará uma palestra na Universidade de Tel Aviv, abordando o tema "A União Européia, Israel e o Oriente Próximo". Na sexta-feira, haverá um encontro dos dois emissários da UE com o ministro israelense das Relações Exteriores, Shimon Peres. Finalmente no sábado, os dois ministros europeus manterão conversações com o presidente palestino, Yassir Arafat, e com o secretário-geral da OLP, Mahmud Abbas.

Ministros levam sugestões européias

Na opinião do ministro Joschka Fischer, não existe alternativa para os europeus que não seja o aumento dos esforços diplomáticos para lograr uma solução negociada no conflito do Oriente Médio. Os ministros Joschka Fischer e Jack Straw farão sondagens junto às lideranças israelense e palestina, apresentando diversas propostas da União Européia, com o objetivo de lograr uma distensão da situação política na região. As sugestões européias foram elaboradas no fim-de-semana passado, durante um encontro dos ministros de Relações Exteriores da UE em Cáceres, na Espanha.

Entre as sugestões mais debatidas estão uma proposta francesa e uma alemã. A França sugeriu a fundação de um Estado palestino e a realização de eleições gerais, como ponto de partida para novas negociações na região. A aceitação da proposta francesa pelas partes conflitantes é considerada improvável. Do governo alemão partiu a proposta de um plebiscito entre os palestinos, para que se manifestem diretamente sobre a fundação de um Estado próprio e sobre a renúncia aos atos de violência.

Joschka Fischer, que se esforça há meses por uma mediação de paz no Oriente Médio, está bastante cético em relação às sugestões dos países europeus. A seu ver, existem muitas propostas positivas e aceitáveis para os dois lados. A experiência passada mostrou, contudo, que novos atos de violência sempre aniquilam toda iniciativa de paz promissora.

UE e países islâmicos não logram consenso

No fórum de dois dias em Istambul, promovido pela União Européia e a Organização da Conferência Islâmica e encerrado nesta quarta-feira (13), os ministros de Relações Exteriores da UE e dos países islâmicos não lograram o acerto de uma posição comum em relação ao conflito do Oriente Médio. Os representantes dos países islâmicos reivindicaram uma clara condenação dos ataques israelenses aos territórios palestinos, enquanto os ministros da UE recusaram uma atribuição unilateral de culpa ao governo de Jerusalém.

Em razão das divergências, o fórum de Istambul foi encerrado sem a planejada declaração conjunta, mas com a manifestação geral de compromisso com a luta contra o terrorismo internacional. As duas partes se pronunciaram também favoráveis à criação futura de um Estado palestino.