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Economia

Novas forças para o turismo alemão

O setor dá francos sinais de recuperação. Após o 11 de setembro, a SARS e a guerra dos EUA contra o Iraque, a vontade de viajar volta a crescer. Cada vez maior também o interesse turístico dos brasileiros pela Alemanha.

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O Castelo de Neuschwanstein atrai turistas brasileiros

Turismo está longe de ser sinônimo de puro lazer: o assunto tem implicações políticas amplas. Após um encontro do setor nesta terça-feira (23), em Berlim, o presidente da Federação das Empresas Turísticas Alemãs, Klaus Laepple, declarou que o governo federal precisa ser claro quanto a seus planos de reformas, para que a vontade de viajar volte a crescer no país. Laepple sintetizou assim a relação entre a política e o turismo: "O cidadão gasta pouco, quando não sabe o que terá que pagar em impostos, saúde ou previdência".

Na realidade, a crise é mundial. Tudo começou com os atentados de 11 de setembro. Seguiram-se a ameaça de epidemia de SARS e a guerra no Iraque, que praticamente paralisou o setor no início do ano. Contudo, após dois longos anos de vacas magras, o turismo da Alemanha vê perspectivas de dias melhores.

O grande trunfo do setor é, naturalmente, a realização da Copa do Mundo 2006 em solo germânico. Mas isso não é tudo: no geral, o país vem se tornando cada vez mais interessante para os turistas do mundo. Como informa a atual presidente do Centro de Turismo Alemão (DZT), Ursula Schörcher, entre 1993 e 2003 o número de pernoites de estrangeiros aumentou 20%.

O DZT conta com um aumento dos pernoites em 1%, até o final deste ano. "Ou seja, esperamos um retorno à normalidade em termos de reservas, também nas regiões dos EUA e Ásia, mesmo após a epidemia da SARS", informou Schörcher, que está se despedindo do cargo.

Da China ao turismo interno

Ankunf der Gruppe an Frankfurter Flughafen

Turistas chineses em Frankfurt

Os turistas mais fiéis da Alemanha são os holandeses, norte-americanos e ingleses. O que não impede o DZT de estender o olhar para outros mercados, como os futuros países-membros da União Européia, no Leste do continente, ou mesmo a China.

Esta última já conta 600 agências de viagens creditadas, com ofertas para a Alemanha e a Europa. Um ponto alto é o programa que inclui os doze locais onde se realizarão os jogos da Copa 2006. Para 2004 o DZT preparou a campanha "Alemanha, país da música", visando o público interessado em cultura.

O convite para (re-)descobrir a terra de Bach, Goethe e Kant vale também para os próprios alemães, e já vem fornecendo bons resultados: no primeiro semestre de 2003 o turismo interno ganhou terreno considerável.

Tupiniquins descobrem Germania

Os brasileiros também contribuem para a onda de interesse turístico crescente pela Alemanha. Segundo Adriana Martins, representante do Centro de Turismo Alemão para o Brasil e o Mercosul, dos 400 mil pernoites de sul-americanos na Alemanha, em 2002, a metade coube aos brasileiros.

Até há pouco tempo, o país representava, acima de tudo, a destinação clássica para viagens de negócios. O DZT estimula a nova tendência oferecendo roteiros diferenciados, como "Cidades Encantadoras" e "Cicloturismo". A Alemanha é, aliás, um dos únicos países com inúmeras opções para quem quer conhecê-la de bicicleta.

A região mais procurada pelos brasileiros é a da Baviera, especialmente a capital estadual Munique e a chamada Rota Romântica, que inclui o Castelo de Neuschwanstein. Em seguida vêm Berlim, a rota do Rio Reno e a Floresta Negra.

Os turistas tupiniquins interessam-se muito por aspectos culturais e históricos e por eventos como a Oktoberfest e a Love Parade de Berlim. Um outro forte são as feiras internacionais como a CeBit de Hanôver, a Feira do Livro em Frankfurt, o Salão Internacional do Automóvel ou a BAUMA de Munique, revela Adriana Martins.

De olho na bola – As perspectivas de que cresça o afluxo de turistas brasileiros são boas: com as barreiras que dificultam o acesso aos EUA, parte dos turistas redirecionará seus roteiros para a Europa, prevê a representante brasileira do DZT. E, como o futebol é um tema fundamental para o brasileiro, a Copa do Mundo já está causando um aumento na demanda de informações turísticas sobre a Alemanha.

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