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Economia

Novas chances para o empresariado alemão na Ásia

A 9ª Conferência da Economia Alemã na Ásia-Pacífico, iniciou-se sob o signo da esperança numa intensificação das relações comerciais entre a mais forte economia da Europa e os poderosos mercados asiático-pacíficos.

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O presidente da Alemanha, Johannes Rau, abriu a conferência do empresariado alemão na Ásia-Pacífico

O presidente da Alemanha, Johannes Rau, abriu nesta quarta-feira (03), em Tóquio, a 9ª Conferência da Economia Alemã na Ásia-Pacífico. O governante dirigiu a atenção dos 750 empresários alemães presentes ao evento para a crescente relevância econômica e geo-estratégica daquela região, exortando-os a lá investirem com maior intensidade. Sobretudo no tocante às exportações alemãs há um grande potencial a ser explorado, afirmou Rau.

Segundo o ministro alemão da Economia, Werner Müller, também presente ao encontro, a participação das médias empresas alemãs no mercado asiático-pacífico, em especial, "pode e deve ampliar-se". O ministro crê que a região em questão "está recuperando seu lugar de honra na vanguarda da economia mundial". Müller saudou a integração econômica na Ásia-Pacífico, assim como a assinatura de diversos acordos de livre comércio.

Na Ásia e Pacífico vivem 3,5 bilhões de pessoas, ou seja, 60% da população mundial. Os países da região concentram um quarto do produto social bruto de todo o mundo e participam de quase um terço do comércio global.

Apesar das dificuldades dos últimos anos, o Japão, anfitrião da conferência, continua sendo o mais importante parceiro comercial da Alemanha na região. "É preciso superar o mito de que o mercado japonês seja inacessível", enfatizou o ministro da Economia.

Em 2001, a circulação de mercadorias entre os dois países alcançou um volume total de 36 bilhões de euros. Destes, apenas 13 bilhões em exportações da Alemanha, o que o ministro considera um déficit a ser suplantado. No mesmo período, um terço dos de investimentos da Alemanha no exterior – nove bilhões de euros – foram para o Japão.

O mito do mercado difícil

Na qualidade de presidente da Comissão Ásia-Pacífico da Economia Alemã, o diretor da empresa Siemens, Heinrich von Pierer, forneceu números concretos quanto aos negócios com aquela região. No ano passado, as exportações da Alemanha para o Vietnã cresceram 55%, as para a Indonésia e Filipinas 20%, respectivamente, e as para a Tailândia 18%.

Na opinião de Von Pierer, o empresariado alemão deve concentrar-se em dois pólos, para preservar seu sucesso na Ásia: a interação entre economia e política e "um médio empresariado ativo e corajoso", que também utilize suas oportunidades ao cooperar com os "grandes". Além disso, seriam necessárias: disposição para enfrentar riscos, capacidade de resistência e sensibilidade ao lidar com os parceiros asiáticos. Neste ponto, o diretor da Siemens elogiou tanto o primeiro-ministro, Gerhard Schröder, como o ministro da Economia de seu país, enfatizando que o flanqueamento político é de importância vital nos negócios com a Ásia.

Numa entrevista à agência de notícias DPA, Von Pierer afirmou não acreditar que o mercados asiáticos sejam difíceis, especialmente para os alemães: "Aqui, temos uma excelente reputação. As pessoas apreciam a alta qualidade alemã, a confiabilidade e honestidade alemãs". Para se impor neste mercado, contudo, as médias empresas precisam não só apresentar um produto de qualidade superior, como dispor de recursos financeiros e de pessoal.

Presença estrangeira bem-vinda

Por sua vez, o ministro japonês da Economia, Takeo Hiranuma, constatou paralelos entre seu país e a Alemanha, que vão da escassez de matérias primas à alta taxa de desemprego. Hiranuma lembrou que o Japão passa agora por uma fase de mudanças. Assim como na Alemanha, chegou a hora de realizar reformas estruturais há muito negligenciadas. Estas incluem a reforma tributária, redução de gastos estatais e fortalecimento da iniciativa empresarial privada, assim como do consumo.

Com grandes esperanças no afluxo de capital e no aumento da influência estrangeira sobre o empresariado japonês, o presidente da Toyota, Hiroshi Okuda citou dois exemplos de engajamento bem sucedido: o envolvimento da DaimlerChrysler na Mitsubishi e da Renault na Nissan. Segundo Okuda, seu país não mais vê tais associações como ameaça, mas sim como uma chance.

(av)