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Economia

Novas chances para empresas alemãs no Iraque

Com a passagem de poder ao governo liderado por Iyad Allawi as firmas alemãs voltam a ter grandes esperanças de negócios lucrativos no Iraque.

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Iraque sob nova bandeira

Nesta segunda-feira (28) os Estados Unidos transferiram oficialmente a soberania do Iraque a um governo de transição. Desde o fim (oficial) da guerra, Washington excluíra as empresas alemãs de concorrências no país, punindo-as pela posição do governo alemão, contrária à guerra.

Agora, o governo sob o premiê interino Iyad Allawi poderá decidir com autonomia quais contratos serão conferidos a que firmas. As verbas para tal provêm dos lucros do Iraque com o petróleo, que vinham sendo depositados num fundo para a reconstrução do país. Este era controlado pelas forças de ocupação dos EUA e Reino Unido.

Hans-Jürgen Müller, especialista em comércio exterior da Associação do Comércio Atacadista e Varejista Alemão (BGA), está contando com que as firmas locais serão as principais beneficiadas pelos contratos públicos. Mas isso não o impede de apostar na boa reputação dos alemães: "Se os iraquianos participarem das concorrências, podem propor subcontratos com firmas alemãs. Este certamente será o caso do setor técnico, de início para peças de reposição, mais tarde para o fornecimento de máquinas."

Parte do leão para os EUA

Em 2003, durante a guerra, as empresas alemãs exportaram para o Iraque mercadorias no valor de 200 milhões de euros. Antes da guerra entre Irã e Iraque no início da década de 90, esta soma já foi muito mais elevada: em 1982, as exportações alemãs para este último país alcançavam os bilhões de euros.

Os contratos para a construção de ruas e pontes, redes de telecomunicação e abastecimento de água e energia estão entre os mais lucrativos, já que a infra-estrutura é prioridade no Iraque. Atualmente as firmas alemãs aparecem nesses setores no máximo como subcontratadas de norte-americanas, que retêm a parte do leão. Na opinião de Hans-Jürgen Müller esta situação não se alterará tão cedo.

Insegurança assusta

Por outro lado, as difíceis condições de segurança no Iraque relativizam todos os esforços e esperanças de bons negócios. "Por isso continua baixa a disposição de atuar economicamente no Iraque de forma direta – ou seja, sem a mediação de um parceiro estrangeiro."

Por exemplo, o grupo alemão Siemens – envolvido na construção de uma rede de telefonia móvel e de uma usina elétrica – só envia seus funcionários ao Iraque por tempo curto e após examinar de perto as condições de segurança.

Segundo a Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK), havia, no final de junho, menos de 20 empregados de firmas alemãs naquele país do Oriente Médio. Em comparação, o conglomerado petroleiro norte-americano Halliburton perdeu 40 de seus funcionários no Iraque.

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