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Mundo

Novas bombas em Londres sem vítimas fatais

Polícia britânica confirma novas explosões no metrô da capital inglesa. Preso no Paquistão o mentor dos atentados de 7 de julho.

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Forças de resgate na Warren Street, centro de Londres

Exatamente duas semanas após os atos de terror em Londres, que culminaram com a morte de 56 pessoas, os novas detonações nos meios de transporte públicos voltaram a gerar pânico na capital britânica.

Entretanto, apesar de certos paralelos, comparados com os anteriores, os presumíveis novos atentados parecem obra de amadores ou de meros imitadores.

Não só a potência dos explosivos era muito inferior, como foram deixados numerosos indícios, e os testemunhos até o momento apontam para um modo de operar inexperiente e improvisado. Um passageiro do metrô, por exemplo, viu explodir a mochila de seu vizinho, o qual exclamou irritado, como se algo houvesse dado errado.

O emprego de uma bomba de estilhaços é também atípica para uma organização como a Al-Qaeda, argumentam os especialistas. Não houve vítimas fatais e apenas um ferido.

Normalização rápida

O premiê Tony Blair declarou que a polícia espera que a cidade volte à normalidade em breve. "Sabemos por que se fazem essas coisas. Isso é para provocar o medo das pessoas", declarou Blair, apelando para que a população mantenha a calma. Pelo menos dois suspeitos já foram detidos, e a polícia está investigando intensamente.

Grande parte da rede de metrô de Londres foi interditada após os primeiros sinais de perigo. Forças de resgate foram mobilizadas até as estações de Oval, Warren Street e Shepherd's Bush, localizadas respectivamente no sul, no norte e no oeste da cidade. No leste, o explosivo foi detonado em um ônibus; após ouvir um estampido, o motorista encontrou um pacote suspeito na parte de trás do veículo.

Segundo testemunhas que presenciaram o incidente na estação de Oval, um homem deixou cair sua mochila no metrô e saiu correndo pelas escadas rolantes. A polícia já se retirou do hospital que havia interditado nas imediações da estação de Warren Street.

Preso paquistanês que planejou o 7 de julho

De acordo com informações do diário Times, a polícia paquistanesa prendeu o mentor dos atentados do dia 7 de julho. Trata-se do "líder britânico da Al Qaeda", Haroon Rashid Aswat (30), segundo noticiou o jornal inglês na edição desta quinta-feira, com base em fontes do serviço secreto britânico. O governo paquistanês também anunciou a prisão de 200 extremistas islâmicos, mas desmentiu que houvesse suspeitos da Al Qaeda entre eles.

O Times relata que Aswat chegou ao Reino Unido duas semanas antes dos atentados, a fim de fazer os preparativos. Poucas horas antes dos atos de terror, ele abandonou o país, mas ainda falou com os quatro terroristas suicidas pelo telefone. As ligações ficaram registradas no seu celular. Três dos quatro terroristas de 7 de julho provinham do Paquistão e tinham feito viagens a seu país de origem no ano passado.

O jornal também afirma que Aswat encontrou os quatro terroristas durante sua estadia de duas semanas em Londres e determinou os alvos dos atentados. Ele é conhecido dos serviços secretos do Ocidente há pelo menos três anos. Suspeita-se que ele mantenha contato com extremistas islâmicos há anos e tenha sido treinado em um campo de terroristas afegão, onde provavelmente conheceu Osama Bin Laden. De acordo com documentos do FBI, ele tentou criar campos de treinamento de terroristas nos Estados Unidos em 1999.

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