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Mundo

Novamente atingido, Israel faz disparos diretos contra a Síria

Após dar tiros de alerta no domingo, Exército israelense acerta alvos militares em território sírio e faz queixa às Nações Unidas.

O Exército israelense fez disparos diretos nesta segunda-feira (12/11) contra postos de artilharia em território sírio, em resposta aos morteiros que, lançados do país vizinho, voltaram a atingir as Colinas de Golã.

É o segundo dia consecutivo de confrontos, ainda que moderados, na fronteira entre Israel e Síria, onde não se registrava troca de fogo entre as duas partes há quase quatro décadas. No domingo, após a queda de um morteiro em Golã, o Exército israelense fez o que chamou de “disparos de advertência” contra a Síria.

Já nesta segunda-feira Israel endureceu o tom e ameaçou responder diretamente a qualquer ataque vindo da fronteira.

“Um morteiro atingiu uma área aberta nas cercanias de um posto [militar] na zona central das Colinas de Golã, como parte do conflito interno na Síria, mas não deixando danos ou feridos”, diz um comunicado do Exército. “Em resposta, soldados israelenses fizeram disparos com tanques contra a origem desse morteiro, atingindo alvos diretamente.”

Antes território sírio, as Colinas de Golã foram ocupadas por Israel após a guerra de 1967 e anexadas em 1981, um movimento jamais reconhecido pela comunidade internacional. Desde 1974, quando os dois países assinaram um armistício após a Guerra do Yom Kippur, uma extensa faixa da fronteira é patrulhada pelas Nações Unidas.

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Combates na região não eram registrados desde os anos 1970

Após o episódio desta segunda-feira, Israel disse ter feito uma reclamação formal aos militares da ONU que operam na área. “Os disparos vindos da Síria não serão tolerados e devem ser respondido de forma severa”, afirma o Exército de Israel no comunicado.

Estopim para conflito regional

As forças do líder sírio Bashar al Assad vêm combatendo com frequência os rebeldes do outro lado da linha do armistício, e os disparos que atingiram território israelense são um exemplo de como o aumento da violência está levando a guerra civil síria a cruzar fronteiras.

Desde o início da revolta contra Assad, há quase 20 meses, o conflito já levou à fuga de mais de 400 mil sírios para países como Turquia, Jordânia, Iraque e Líbano, segundo a ONU. Disparos feitos da Síria já deixaram vítimas civis no Líbano, e, no mês passado, extremistas islâmicos atacaram soldados da Jordânia na fronteira.

Nesta segunda-feira, bombardeios do Exército sírio na cidade de Ras al-Ain, na fronteira com a Turquia, deixaram pelo menos 12 mortos. Uma das bombas explodiu a menos de 150 metros do território turco. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, cinco das vítimas eram civis.

Os confrontos coincidem com a decisão dos grupos opositores sírios que, após quatro dias de negociações no Catar, chegaram a um acordo para formar uma coalizão nacional. Estados Unidos, Reino Unido e França declararam apoio à coalizão. A falta de unidade entre as várias alas opositoras é um dos pontos centrais de críticas do Ocidente ao movimento contra Assad.

Autor: RPR / afp, rtr, dpa
Revisão: Francis França

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