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Mundo

Nova Zelândia escolhe design para nova bandeira

População escolhe modelo para concorrer com a flâmula atual em votação em março. Principal mudança é a substituição do símbolo do império britânico por uma folha de samambaia.

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Design de Kyle Lockwood: samambaia prateada substitui Union Jack

A bandeira britânica, chamada "Union Jack", que simboliza a extensão do poderoso império até suas colônias, poderá dar lugar na bandeira da Nova Zelândia a uma folha de samambaia prateada.

O país revelou nesta terça-feira (15/12) o design escolhido pela população para concorrer em março com a bandeira atual, numa votação que definirá o futuro principal símbolo do país.

Há mais de um século os neozelandeses discutem a mudança da bandeira nacional, que remete ao passado colonial e já causou discussões emocionadas no país de 4,6 milhões de habitantes no Pacífico Sul.

Foram submetidas mais de 10 mil propostas de desenhos para a nova bandeira, incluindo símbolos característicos como o pássaro e kiwi ou ovelhas. A disputa final ficou entre dois designs do arquiteto Kyle Lockwood, com a mesma folha de samambaia e quatro estrelas vermelhas, mas sobre fundos de cores diferentes.

Custos altos

Os resultados divulgados nesta terça-feira deram vitória apertada ao modelo nas cores preta e azul (50,6%), contra a versão azul-escura e vermelha (49,4%). O próprio Lockwood considerava a escolha difícil.

Neuseeland Flagge

Atual bandeira neozelandesa, com símbolo britânico no canto superior esquerdo

O modelo vencedor tem algumas semelhanças com a bandeira antiga, mas dispensa a Union Jack britânica em favor da folha de samambaia. A planta se tornou um símbolo nacional utilizado por numerosas equipes esportivas, entre elas o famoso time de rúgbi All Blacks.

A participação dos eleitores registrados na escolha da nova bandeira foi de 49%. Entretanto, pesquisas de opinião realizadas antes da votação indicavam que a maioria da população prefere manter a bandeira atual.

Muitos não veem a necessidade de mudar o símbolo do país, ou consideram o processo uma iniciativa custosa por parte do primeiro-ministro John Key, a quem alguns acusam de tentar forçar a criação de um legado ou de distrair o público de temas mais importantes. Outros criticam o alto custo do processo para os cofres públicos, de quase 18 milhões de dólares.

RC/ap/rtr

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