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Mundo

Nova trégua entra em vigor, e Israel retoma negociações no Cairo

Nenhum míssil foi disparado desde a meia-noite de domingo, afirma Exército israelense. Diante do cessar-fogo, Israel concorda em continuar negociações em busca de uma solução duradoura para o conflito com o Hamas.

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Moradores da Cidade de Gaza retornam para suas casas durante o cessar-fogo

Lojas voltaram a abrir, e famílias começaram a retornar para suas casas na Faixa de Gaza na manhã desta segunda-feira (11/08), em meio a um novo cessar-fogo de 72 horas entre Israel e o grupo radical islâmico Hamas. Segundo uma porta-voz do Exército israelense, não houve registro de violação da trégua desde que ela entrou em vigor, à meia-noite deste domingo.

O cumprimento do cessar-fogo foi a condição imposta pelo Estado judeu para retomar as negociações em busca de uma solução para o conflito. Pela manhã, representantes israelenses chegaram ao Cairo, onde deverão se reunir com os mediadores egípcios.

Neste domingo, um representante do Hamas disse que as facções palestinas aceitaram o apelo do Egito por um cessar-fogo e que as negociações no Cairo iriam continuar. Ao mesmo tempo, o porta-voz do grupo, Sami Abu Zuhri, deu um ultimato a Israel, afirmando que estas negociações serão "a última chance" para um acordo.

Enquanto isso, o ministro do Exterior egípcio pediu que ambos os lados usem esta trégua "para reiniciar as negociações indiretas imediatamente e trabalhar rumo a um acordo de cessar-fogo completo e duradouro". Na última sexta-feira, os israelenses haviam abandonado as conversas no Cairo depois que foguetes foram disparados contra Israel imediatamente após o fim da última trégua temporária.

Nas negociações, o Egito tem se encontrado separadamente com cada uma das partes, já que nenhuma delas reconhece a outra. Entre as exigências do Hamas está a suspensão do bloqueio israelense à Faixa de Gaza, imposto em 2006. Israel, por sua vez, exige o desarmamento do Hamas e garantias de que os suprimentos para reconstrução enviados aos palestinos não serão usados para construir túneis como os que os militantes utilizavam para se infiltrarem no Estado judeu.

Minutos antes de o novo cessar-fogo entrar em vigor, as Brigadas Ezzedine Al-Qassam, o braço armado do Hamas, afirmaram ter disparado um foguete contra Tel Aviv que não teria sido interceptado pelo Iron Dome, o poderoso sistema antimísseis de Israel. O Exército israelense confirmou o lançamento, mas disse não ter identificado o local da queda.

Israel afirmou ainda ter atirando contra 11 "alvos terroristas" na noite de domingo, incluindo um ativista do Hamas no norte de Gaza, que seria responsável pela rede de túneis subterrâneos usados pelos extremistas para invadir o país. De acordo com a agência de notícias Reuters, um dos bombardeios destruiu a residência do prefeito de Gaza, Nezar Hijazi. O ataque, no entanto, não deixou vítimas, pois Israel telefonou previamente para os moradores das casas vizinhas para avisá-los.

Cerca de 27 palestinos foram mortos entre o fim do último cessar-fogo, na última sexta-feira, e o início da nova trégua, fazendo com que os mortos passassem dos 1.900 em Gaza, sendo a maioria civis. O número de feridos é estimado em 10 mil. Israel perdeu 64 soldados e três civis no conflito, que já dura mais de um mês.

IP/rtr/dpa

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