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Mundo

Nova pista do terror leva à Alemanha

A prisão de um imigrante turco, no aeroporto de Istambul, mostra a Alemanha, mais uma vez, como base de terroristas internacionais. O detido entregou dinheiro, passaportes falsos e aparelhos para terroristas da Al Qaeda.

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Um dos kamikases, que chocaram dois aviões com as torres do World Trade Center, estudou em Hamburgo

As informações que levaram à prisão do rapaz de 23 anos de idade, na quinta-feira passada (8), foram da polícia americana FBI, divulgou a imprensa da Turquia nesta terça-feira (13). O suposto terrorista, cujo nome não foi divulgado, teria viajado duas vezes para a ex-república soviética Geórgia com o codenome "Ubeyde" para entregar dinheiro a rebeldes chechenos na região russa do Cáucaso.

No primeiro interrogatório, na Turquia, ele teria confessado que serviu de correio para a Al Qaeda, levando dinheiro, passaportes e aparelhos técnicos para os homens de Osama Bin Laden, apontado pelos EUA como responsável pelos atentados de 11 de setembro.

"Ubeyde" teria levado aparelhos até para o Afeganistão e 30 passaportes europeus para o Irã. Além disso, o imigrante turco domiciliado na Alemanha teria mandado dinheiro para a Al Qaeda também por meio de um checheno residente em Istambul de nome Abdullah Aiendi, revelou o jornal Milliyet.

99 acusados na Alemanha

O Ministério Público alemão tem 54 inquéritos instaurados contra 99 suspeitos de terrorismo na Alemanha, informou o Ministério do Interior em Berlim a pedido da oposição democrata-cristã. Depois da destruição do World Trade Center, em setembro de 2001, o serviço secreto e as polícias alemãs reuniram mais de 23.200 indícios de apoio de imigrantes na Alemanha a terroristas internacionais.

Considerando que todos os investigados na Alemanha por suspeita de terrorismo são islâmicos, o sindicato dos policiais alemães insistiu agora numa permissão para fazerem escuta eletrônica em mesquitas. Pelo fato de no mínimo um dos 19 participantes dos atentados de 11 de setembro de 2001 ter vivido na Alemanha, Mohammed Atta, para a polícia não há dúvida de ligações dos imigrantes muçulmanos com o terrorismo. Atta estudou em Hamburgo.

O primeiro suspeito de colaboração foi preso, na Alemanha, poucos dias após os atentados que mataram quase três mil pessoas em Nova York e Washington. Na época, equipes da CIA e do FBI vieram fazer investigações na Alemanha, mas o resultado de suas ações continua sigiloso. Os americanos se queixaram dos métodos alemães de investigação e, principalmente, da recusa da Alemanha e demais membros da União Européia de extraditar supostos terroristas para os Estados Unidos. O motivo é o temor de serem condenados à pena morte, que é rejeitada por toda a comunidade européia.

Kamikase de Hamburgo

Em fevereiro, foram presos em Hamburgo, simultaneamente, seis supostos terroristas islâmicos do Afeganistão, Marrocos e Egito. Um teria mantido contato com Mohammed Atta, um kamikase que chocou um avião com o World Trade Center. Outro suspeito foi detido e interrogado na Itália, no mesmo dia.

O Ministério Público de Hamburgo anunciou, ao mesmo tempo, que um policial da cidade foi demitido porque envolvera-se em atividades de grupos terroristas islâmicos. As suspeitas haviam surgido no início de fevereiro, no lastro da operação pente fino que a polícia alemã realizou em todo país. No dia posterior, a polícia anunciou a captura de mais um argelino em Stuttgart.

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