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Brasil

Nova fuga agrava crise em presídio do Maranhão

Segunda evasão registrada em apenas uma semana aumenta tensão no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, um dos mais violentos do país. Treze detentos escapam por túnel, e secretário de Justiça do estado entrega o cargo.

A segunda fuga em apenas uma semana no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, levou o secretário de Justiça e Administração Penitenciária do Maranhão, Sebastião Uchôa, a entregar o cargo nesta quarta-feira (17/09).

Uchôa deixou a pasta depois que 13 detentos do Presídio São Luís 1, um dos oito estabelecimentos que compõem o complexo, conseguiram escapar por um túnel. O cargo foi assumido interinamente pelo secretário estadual de Segurança Pública, Marcos Affonso.

Em meio à crise, o governo do Maranhão iniciou o processo de transferência de presos de Pedrinhas para o novo presídio São Luís, localizado na comunidade de Muruaí, na zona rural da capital maranhense. “Estamos tomando as providências e medidas necessárias para restabelecer a normalidade”, afirmou o secretário interino.

Presos da Casa de Detenção, outra unidade do complexo de Pedrinhas, também tentaram escapar escalando muros, mas foram contidos por policiais militares. Durante a fuga, agentes e inspetores penitenciários faziam uma paralisação de 24 horas para denunciar condições de trabalho precárias e a falta de segurança no interior dos presídios.

Quando assumiu o cargo em 2013, Uchôa prometeu valorizar os agentes penitenciários, investir na ressocialização dos presos e aumentar a segurança nos estabelecimentos prisionais. A gestão do ex-secretário foi marcada por explicações sobre a incapacidade do estado de garantir a segurança dos presos e impedir novas fugas.

Somente neste ano, ao menos 16 detentos foram assassinados no complexo de Pedrinhas, e, em 2013, foram 60 mortes, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Crise penitenciária

Os problemas desta quarta-feira vieram menos de 48 horas depois de o diretor da unidade de Pedrinhas Casa de Detenção, Cláudio Henrique Bezerra Barcelos, ter sido preso sob suspeita de aceitar subornos para viabilizar a fuga de presos da instituição.

Na última semana, 36 presos haviam fugido, depois que bandidos obrigaram o motorista de um caminhão a dirigir o veículo contra o muro do complexo, abrindo um grande buraco no concreto.

O Comitê de Gestão Integrada do Maranhão, formado por representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário, se reúne nesta quinta-feira para discutir medidas de contenção da crise em Pedrinhas.

O complexo penitenciário ficou conhecido internacionalmente por episódios de decapitação em janeiro deste ano, que teriam sido ordenados por facções criminosas.

KG/abr/lusa/dpa

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