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Alemanha

Nova arma alemã contra o vírus da aids

Cientistas alemães desenvolveram uma nova terapia contra o HIV, o vírus da aids. Ela não cura, mas impede proliferação da doença, sendo eficiente contra variantes do vírus que se tornaram resistentes a tratamento.

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Células humanas infectadas pelo vírus HIV

O tratamento desenvolvido por pesquisadores alemães dá nova esperança aos portadores do vírus HIV. Ele adota uma abordagem ligeiramente diversa das convencionais. Enquanto os métodos anti-retrovirais tentam bloquear as próprias proteínas do vírus, impedindo sua replicação, os pesquisadores alemães transferiram o foco para a proteína humana que o HIV emprega ao fazer cópias de si mesmo.

A estratégia – desenvolvida por cientistas do Instituto Heinrich Pette da Universidade de Hamburgo, e pela Universidade Friedrich Alexander de Erlangen-Nurembergue – visa a célula hospedeira, onde inibe a enzima deoxihipusina sintase. "Atacando indiretamente o vírus, conseguimos também combater outros, resistentes às terapias atuais", explica Ilona Hauber, que coordena o projeto.

A descoberta foi anunciada e exposta em detalhes na última edição da revista científica norte-americana Journal of Clinical Investigation.

Infecções aumentam

AIDS in der Ukraine

Paciente de aids na Ucrânia

Quase 40 milhões de pessoas convivem com o vírus HIV ou com a aids, e este número está crescendo, em especial na África, partes da Ásia e Leste da Europa. Mesmo no Primeiro Mundo – que foi confrontado já no início da década de 1980 com a doença mortal – o número de novas infecções está aumentando, sobretudo entre os jovens.

Embora os pesquisadores estejam desenvolvendo uma vacina, muitos afirmam que não haverá cura, num prazo previsível, para os que já se contagiaram. Ainda assim, as terapias anti-retrovirais – que inibem a multiplicação do HIV – constituíram uma conquista, proporcionando vida mais longa e de maior qualidade aos soropositivos.

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