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Mundo

Noruega cessa deportação de refugiados para Rússia

Moscou afirma que não vai mais aceitar requerentes de asilo provenientes da região norte do país escandinavo. Segundo ministro do Exterior norueguês, Oslo cogita agora expatriar refugiados, por exemplo, por via aérea.

A Noruega declarou que não vai mais repatriar refugiados através de sua fronteira com a Rússia. O ministro do Exterior norueguês, Børge Brende, declarou neste sábado (23/01), que Moscou pretende conversar sobre a "coordenação do retorno" e que não vai mais aceitar requerentes de asilo provenientes do norte da Noruega.

Brende anunciou ainda que se cogitam agora outras possibilidades de deportação dos refugiados como, por exemplo, por via aérea. Desde novembro, é permitido à Noruega repatriar para países considerados "seguros" refugiados que já tenham uma autorização de permanência nesses Estados. A Rússia é um deles.

Cruzando a fronteira de bicicleta

Por volta de 5,5 mil requerentes de asilo – principalmente da Síria, Afeganistão, Iraque e Irã – atravessaram a fronteira para a Noruega no ano passado por meio da "rota do norte". Muitos dos migrantes utilizaram bicicletas, porque a Rússia não permite a travessia a pé e a Noruega trata os condutores de refugiados como atravessadores.

O país escandinavo não é membro da União Europeia (UE), mas faz parte do Acordo de Schengen, que garante a livre circulação entre países europeus. Assim, a partir da Noruega, os refugiados poderiam, com relativa facilidade, continuar sua viagem para países da UE.

Críticas de ativistas de direitos humanos

Poucos dias atrás, a Noruega repatriou refugiados por meio de ônibus para a Rússia. As deportações são duramente criticadas por grupos de direitos humanos noruegueses. Segundo os ativistas, do outro lado da fronteira, as pessoas são abandonados à sua própria sorte sob temperaturas gélidas.

Além disso, há ameaça de repatriamento, por parte da Rússia, desses migrantes para países de origem muitas vezes perigosos. Muitos refugiados deixaram seus abrigos na Noruega e procuraram refúgio em igrejas para escapar da deportação.

CA/afp/dpa/dw

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