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Copa do Mundo

Norte-americano inovou preparação física da seleção alemã

Klinsmann acertou em cheio ao chamar um preparador físico norte-americano, que trouxe um trabalho moderno e inovador para levar a equipe longe na competição.

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Novos exercícios foram recebidos com ceticismo

A partir do momento em que teve seu nome apontado para treinar a seleção alemã, o técnico Jürgen Klinsmann causou uma revolução no futebol do país. Criticado no início e agora elogiado por suas decisões, o alemão compôs uma equipe jovem que vem dando resultado. No entanto, o mérito é dividido com outra pessoa. Um norte-americano pioneiro, desconhecido na Alemanha até dois anos atrás: o preparador físico Mark Verstegen, de 37 anos.

Verstegen foi uma das primeiras pessoas contratadas para a equipe do técnico alemão, quando Klinsmann assumiu o cargo em agosto de 2004. Seu recrutamento levantou dúvidas na Alemanha, com muitos perguntando se a seleção tricampeã precisaria da ajuda de um norte-americano. No entanto, os números do desempenho do time nesta Copa do Mundo falam por si.

"Eu fiquei orgulhoso em conhecer Mark", disse Klinsmann, cuja residência é na Califórnia. "Estamos convencidos de que o futebol vai cada vez mais se focar no individual. Para fazer um bom time, você precisa de indivíduos bem preparados", analisou o treinador, que conheceu o trabalho de Verstegen a partir de sua coluna publicada regularmente na revista Men's Health e pelo livro Core Performance, muito bem recebido nos EUA.

WM Fußball Deutschland Fitnesstrainer Marc Verstegen

Jogadores alemães se acostumaram a ouvir inglês durante treinamentos

Nos Estados Unidos, Verstegen gerencia o grupo Athletes Performance (Performance de Atletas), com centros em Arizona e na Califórnia. Para ele, características como a "capacidade de explodir em campo, a estabilidade e a flexibilidade são mais importantes do que montes de músculos".

Com a seleção alemã, ele foi encarregado de sessões de treinamento revolucionárias, tabelando a condição física de cada jogador e organizando programas individuais que poderiam ser mantidos enquanto jogavam por seus clubes. Na academia e no campo de treinamento alemães se ouve mais a língua inglesa do que a alemã, com Verstegen comandando as sessões.

Nesta Copa, a Alemanha não teve nenhum problema preocupante no que diz respeito a lesões e, visivelmente, os jogadores do time apresentavam uma condição física melhor do que a de seus adversários.

Apenas o capitão Michael Ballack mostrou sinais de cansaço no exigente jogo de quartas-de-final contra a Argentina, na sexta-feira (30/06), necessitando de tratamento muscular contra cãibras durante a prorrogação. Mesmo assim, ele foi capaz de acertar a cobrança de pênalti e ajudar a seleção a completar o placar para 4 a 2.

A Alemanha provou nesta Copa do Mundo ter jogadores apresentando performances melhores do que as vistas em seus clubes.

Situação exatamente oposta à dos brasileiros, já que Ronaldo estava claramente acima do peso, Ronaldinho Gaúcho teve atuações completamente apáticas em todos os jogos do Brasil, Roberto Carlos, Cafú, Kaká, entre outras "estrelas" da seleção então favorita não foram suficientes para levar a equipe a vitórias convincentes.