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Economia

Nobel de Economia defende reforma da globalização

O economista Joseph Stiglitz é contra o "fundamentalismo econômico". Ele critica a política do Fundo Monetário Internacional e o pacto de estabilidade da União Européia.

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Joseph Stiglitz: só o aumento da demanda é que vence a recessão

"A globalização não diminuiu a pobreza no mundo nem garantiu a estabilidade econômica. Por isso, é preciso reformá-la". É o que disse o economista Joseph Stiglitz, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2001, em palestra realizada para banqueiros alemães reunidos em Frankfurt.

Stiglitz não é um adversário da globalização, como sugere o título de seu novo livro - "As Sombras da Globalização". Ele ataca os erros dos políticos. "É falsa toda política que se baseia cegamente na crença do mercado e não se orienta em dados macroeconômicos empíricos. O paradigma neoliberal de que a contenção dos custos é único remédio para todos os males da economia é falso. Há situações em que a demanda precisa ser incrementada pelo Estado", diz.

Recessão - Stiglitz apóia, por exemplo, as reivindicações salariais dos sindicatos alemães, que pedem aumentos de 6,5% (no caso dos metalúrgicos), com o argumento de que um aumento do poder aquisitivo impulsionaria a recuperação econômica. "O problema da economia alemã é a falta de demanda", afirmou.

Ele criticou também o pacto de estabilidade da União Européia. "Implementar uma política restritiva em tempos de recessão não favorece a recuperação econômica, porque a arrecadação de impostos diminui e o Estado, mais uma vez, precisa reduzir seus gastos. É uma espiral para baixo. Quando há recessão, o déficit público deve superar os 3% para aquecer a economia. O pacto de estabilidade pode ter um alto preço para a Europa", disse.

O ex-assessor de Bill Clinton recomendou que as lideranças políticas abandonem "todo e qualquer fundamentalismo econômico. A palavra mágica chama-se equilíbrio", declarou.

FMI - O inimigo predileto de Stiglitz é o Fundo Monetário Internacional (FMI), instituição à qual serviu até 1999. Na sua opinião, o FMI não passa de um braço do governo norte-americano. "E o governo dos EUA é dominado pelo lobby do mercado financeiro, que mantém a economia mundial como refém". Segundo Stiglitz, os pacotes do FMI são "uma mistura de ideologia e interesses".

O Prêmio Nobel de Economia acusou o FMI de haver agravado a recessão na Argentina. "Era previsível que a disciplina financeira exigida pelo Fundo fracassaria. As forças impulsionadoras da economia foram sufocadas. Não se sai da recessão com cortes nos gastos públicos. E também é perigoso transformar a estabilidade dos preços num bezerro de ouro", concluiu.

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