NOBEL DA PAZ PARA OBAMA É ESTÍMULO E VOTO DE CONFIANÇA | Escreva sua opinião, comentários, críticas ou sugestões | DW | 12.12.2009
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Sua Opinião

NOBEL DA PAZ PARA OBAMA É ESTÍMULO E VOTO DE CONFIANÇA

Obama recebe o Nobel da Paz em Estocolmo e a Cúpula do Clima em Copenhague foram os temas comentados nesta semana por nossos leitores.

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É extremamente perverso e descaradamente vergonhoso ver o Prêmio Nobel da Paz ser dado de forma política, para pessoas como Barack Obama, que diz que a guerra é necessária para se viver em paz. Dava para trocar o Prêmio Nobel da Paz pelo Prêmio Nobel da Guerra, aí sim seria justo premiá-lo. É pena que com essa premiação o Nobel acabe desacreditado e enterrado.
Aglaeda Milfont

Seria hilariante se o que estivesse em jogo não fosse tão sério. Estímulo e voto de confiança??!! Desde quando uma pessoa faz jus a um prêmio por ter boas intenções? Como diria minha avó: "de boas intenções o inferno está cheio".
Carolina Lima

Sim! Obama merece o Prêmio Nobel da Paz! ''O caminho se faz ao andar...'' e ele representa o país mais poderoso e responsável pelo resgate da paz entre os povos. Diplomata, ousado, tem ido de encontro a dirigentes belicosos que ameaçam qualquer estabilidade pacífica no planeta. O Comitê do Prêmio Nobel acredita que Obama poderá melhorar as relações entre os povos. Na devolução de presos de Guantánamo ao Iraque e na visita inédita à China e ao Irã, temos amostras de suas ações promissoras. Acreditar é crer na vida! E Obama é cheio de vida! Acredita na beleza e na dificuldade dos seus sonhos! Um homem de coração jovem renova as estruturas.
Quit O.

Obama afirma necessidade de guerra ao receber Nobel da Paz. Depois desta afirmação do "mandrake" americano Obama, que a guerra e a violência são instrumentos indispensáveis para se manter a paz do mundo, já podemos constatar o quanto foi precipitada a escolha do Instituto Nobel para premiar um presidente que faz tais declarações, considerando o direito exclusivo de agir conforme seus interesses imperialistas, independente dos resultados. [...]
Que o mundo não se iluda com este ilusionista multimidiático chamado Barack Obama.
Francisco Waitz

Obama nem de longe percebe que recebeu um presente de grego ou que foi alvo de piada chinesa ao ser "honrado" com o Nobel da Paz de 2009. A inteligência que o elegeu por certo o fez para forçá-lo a agir feito um honrado homem, virando a mesa dos predadores de povos e continentes. De posse da honraria e dos milhões, ele tinha o aval do mundo inteiro para interromper imediatamente o horror que os EUA espalham mundo afora. Mas não, ele usará tal fortuna justamente para manter no Afeganistão a primeira leva de 30.000 toupeiras, digo, soldados bem armados e prontos para "defender os direitos humanos", continuando a caçada do maligno Bin Laden. [...]

Adeir Rego

CÚPULA DO CLIMA EM COPENHAGUE

O Brasil e Alemanha podem mostrar aos outros países que é possível apresentar muitas propostas objetivas e factíveis em relação à questão climática.
Siegfried Fuchs

Os países fortemente industrializados têm que dar o bom exemplo no tocante à redução de suas emissões de dióxido de carbono. Não adianta ficar fazendo reuniõezinhas e discutindo o que não se tem mais que discutir. O que está em jogo é muito sério. Está na hora de decisões práticas e eficientes.
Angela Delgado

O papel que podem ter Alemanha e Brasil em Copenhague é de sinergia no que se refere a etanol, combustível renovável e desmatamento na Amazônia. Além da criação de universidades responsáveis pelo clima.
Nilton Avelino Boeri

Acredito que governos competentes devam zelar pelos interesses e a segurança de suas nações, não podendo haver extremismo dos que apóiam somente energias não poluentes. Energia é fundamental no desenvolvimento das nações e devem ser várias as alternativas, não se excluindo a nuclear e a do etanol.
J. Batista

Em princípio, os países industrializados devem contribuir mais, pois deles provêm as causas da mudança climática. É difícil para outros países menos favorecidos no desenvolvimento industrial e social contribuir. No entanto, não creio que as medidas serão suficientes por mais que se tente. Penso que a natureza ou a mãe-terra logo irá forçar a isso, e aí as consequências serão imprevisíveis, principalmente para os países menos favorecidos, que serão os mais atingidos. O ser humano na essência tem algo de errado que o faz ir ao precipício. É só ler a história, mestra da vida. Ou não? Fiz treinamento em direito ambiental e avaliação de impactos ambientais na Alemanha em 1993 e disse isso a um cientista numa conferência. Ele não aceitou e sentiu-se injuriado. Não penso que estivesse errado, tendo em vista o que está posto em Copenhague.

João Gualberto Pinheiro Junior

É um absurdo que o Brasil, tendo tanto sol e calor, não utilize energia solar ou tenha uma usina com energia solar para produção de eletricidade do tipo que a Siemens está construindo no Norte da África. Um absurdo! O povo acabando com as árvores e as florestas do Brasil para utilização doméstica da madeira, pecuária ou plantações para produção de biocombustível. Essa é uma plantação do período colonial, quando o Brasil tinha que mandar para Portugal açúcar, café, pau-brasil. Não é possível que o Brasil, em vez de ir para frente no futuro, tenha que voltar aos erros da monarquia absolutista e do mercantilismo de séculos atrás! Todos os países do Norte da África e regiões como a Califórnia, que são áridas, estão dessalinizando a água do mar, inclusive a Líbia está construindo o maior rio artificial do mundo com um sistema imenso de canalização e irrigação, e o Nordeste brasileiro ainda tem problemas de seca! Inclusive a Brasil está empenhado neste projeto da Líbia para irrigação. [...]
Cristiane Vallim

Gente, muito bom o artigo de vocês. Mas eu gostaria de ver mais atitude de vocês já que representam a mídia alemã. O que diz a "imperatriz" Merkel da conferência? Eu sou da opinião que sempre temos que ver o aspecto financeiro. As pessoas têm de ver que, com melhores condições ambientais, vão ter melhor vida e menos custos. Em suma, a ideia do custo-benefício é a mais importante. Agora, ajudar os países pobres não me parece ser conveniente. É como querer apoiar com a opinião dos cidadãos o apoio aos EUA ao Afeganistão!
Antonio Rodrigues

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