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Mundo

Nobel da Paz exige luta contra pobreza

Secretário-geral da ONU, Kofi Annan, recebe Prêmio Nobel da Paz e e faz apelo por uma humanização do século 21, no qual o mundo entrou por um portão de fogo: os atentados nos Estados Unidos.

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Prêmio Nobel da Paz, Kofi Annan, apela pela humanização do século 21, que ingressou por um "portão de fogo"

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, recebeu o prêmio Nobel da Paz de 2001, em Oslo, nesta segunda-feira. No discurso de agradecimento ao prêmio que divide com a Organização das Nações Unidas, Annan exigiu uma luta global contra a pobreza, ignorância e doenças. Annan anunciou que a prioridade da ONU no século 21 é a melhoria das condições de vida e advertiu que a comunidade internacional não pode se dar ao luxo de ignorar as liberdades fundamentais. Como exemplo de extrema pobreza, citou a população do Afeganistão.

Em homenagem aos 100 anos de concessão do Prêmio Nobel, mais de 20 detentores da láurea assistiram à cerimônia em Oslo. Os Prêmios Nobel de Literatura, Física, Química e Economia estão sendo entregues em Estocolmo hoje à noite.

O Prêmio Nobel da Paz advertiu que os novos perigos não fazem distinção entre raças, nações ou regiões. Em alusão aos atentados de 11 de setembro, Annan disse que a humanidade entrou no século 21 pelo "portão de fogo", mas mostrou-se confiante em superar essa situação com o diálogo e a preocupação pelo indivíduo.

Os atentados que destruíram o World Trade Center e parte do Pentágono evidenciaram que a paz não é propriedade de Estados ou de povos, mas de cada um dos membros da comunidade internacional, segundo Annan. Este ganense de 63 anos de idade, eleito pela segunda vez para o cargo mais alto da ONU que ocupou em 1997, advertiu que a soberania do Estado não pode ser usada como desculpa para a violação dos direitos humanos. Ele se manifestou contra todo tipo de racismo e intolerância e em favor do indivíduo, esclarecendo que um genocídio começa com o assassinato de uma só pessoa a quem matam não pelo que fez mas pelo que é.

Annan citou trechos da Bíblia e do Alcorão no seu discurso iniciado com o exemplo de uma menina afegã recém-nascida, a quem a mãe cobriu com todo o mimo e carinho do mundo, mas que provavelmente não viverá cinco anos. Para o secretário-geral da ONU, o destino da menina afegã nascida em condições desumanas é exemplo de milhões de outros destinos igualmente difíceis em muitas partes do mundo marcadas pela desigualdade.

Estes exemplos são, segundo Annan, ilustrativos do que deve ser a preocupação central da ONU no novo século – o ser humano.

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