1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

No Reino Unido vivem cerca de 13 mil vítimas de escravidão moderna

Ministério do Interior britânico divulga primeiro estudo oficial referente a tráfico de pessoas, exploração sexual e trabalho escravo. Governo afirma que número de casos notificados está em ascensão nos últimos anos.

Até 13 mil pessoas são vítimas de tráfico, exploração sexual e outras formas de escravidão moderna no Reino Unido. O relatório, divulgado neste sábado (29/11) pelo Ministério do Interior britânico, é o primeiro cálculo oficial para analisar a escala do problema.

Os dados do governo britânico incluem mulheres e meninas forçadas à prostituição ou exploração sexual com fins lucrativos, empregados domésticos trabalhando por pouca ou nenhuma remuneração e trabalhos forçados em fazendas, fábricas e barcos de pesca.

"O primeiro passo para erradicar o flagelo da escravidão moderna é reconhecer e confrontar-se com sua existência", disse a ministra do Interior britânica, Theresa May. "A escala estimada do problema no Reino Unido é chocante. Estes novos dados reforçam a necessidade de uma ação urgente."

O relatório, publicado como parte da estratégia do governo britânico para combater o tráfico e a escravidão moderna, visa calcular a quantidade de vítimas não declaradas e que não foram incluídas no documento da Agência Nacional contra o Crime (NCA) – que reportou 2.744 vítimas, em 2013.

Real dimensão difícil de determinar

As autoridades afirmam que o número de casos notificados está em ascensão nos últimos anos. Além disso, a verdadeira dimensão do problema é difícil de fixar, porque as pessoas são controladas, escondidas ou têm medo de ir à polícia.

Entre as vítimas constam pessoas trazidas de mais de cem países, especialmente da Romênia, Albânia, Polônia e Nigéria. Porém, autoridades também salientam que adultos e crianças vulneráveis, de nacionalidade britânica, também estão sendo assediados sistematicamente por traficantes. A Agência Nacional contra o Crime calcula que o Reino Unido ocupa o terceiro lugar no ranking dos países de origem das vítimas identificadas no ano passado.

PV/ap/efe

Leia mais