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Alemanha

No G-7, Alemanha e EUA seguem bons amigos

Em contraste com reunião da Otan, representantes das Finanças dos dois países conversam cordialmente em Washington. Ministro alemão atribui crise nas bolsas de valores às questões do Iraque e dos balanços nos EUA.

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O'Neill e Eichel, encontro sem gelo em Washington

O ministro das Finanças da Alemanha, Hans Eichel, e o secretário norte-americano do Tesouro, Paul O'Neill, deram o primeiro sinal de que seus países continuam bons aliados, apesar das divergências na política para o Iraque. Há algumas semanas, o clima entre Berlim e Washington vinha azedando, com a posição determinada do chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, contra uma intervenção militar no país do Golfo Pérsico. As relações pioraram de vez quando um jornal divulgou que a ministra alemã da Justiça havia comparado, numa reunião com sindicalistas, os métodos de Bush e Hitler.

Após a confirmação do governo social-democrata e verde pelas urnas no dia 22, a Casa Branca nem sequer parabenizou Schröder pela vitória eleitoral e advertiu que o restabelecimento da normalidade diplomática entre os dois países não seria fácil. Como que para provar isto, no encontro da Otan em Varsóvia, o secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, não trocou uma palavra com o colega alemão, Peter Struck. Mais que isto, abandonou deliberadamente um jantar pouco antes de Struck discursar.

O gelo americano, porém, parece estar se derretendo com menos de uma semana. Após palavras mais amenas da Casa Branca e do secretário de Estado, Colin Powell, seu colega do Tesouro não fugiu do representante alemão na conferência de ministros das Finanças do G-7 na capital americana, na sexta-feira, como relatou Hans Eichel: "O encontro foi tão amigável e cordial como sempre. Isto não muda, porém, a diferença de ponto de vista quanto à intervenção no Iraque."

Para o ministro alemão, as divergências na ONU sobre a melhor política com Bagdá representam uma das principais causas da crise de credibilidade no mercado financeiro mundial. "No momento, há grande insegurança e falta confiança no futuro. É um problema fundamental para a economia. Também a situação no Oriente Médio influi."

Eichel aponta o escândalo dos balanços falsificados de empresas nos EUA como outro fator de insegurança no mercado financeiro. Os ministros do G-7 decidiram cobrar maior transparência na contabilidade das empresas e fortalecer a independência das auditorias. Eles esperam aprovar no Fórum de Estabilidade Financeira, do Fundo Monetário Internacional (FMI), uma proposta conjunta de padronização mundial dos balanços.

Se seu colega norte-americano lhe poupou de constrangimentos, o ministro alemão não escapou das críticas do presidente do Banco Central Europeu, que também participou da reunião do G-7. "Os resultados da política fiscal de muitos países do euro são extremamente decepcionantes", disparou Wim Duisenberg.

A Alemanha está entre os vilãos. Além de registrar o menor crescimento econômico da comunidade (0,5% este ano, segundo nova previsão do FMI), seu atual déficit orçamentário está no limite do Pacto Europeu de Estabilidade e, segundo a revista Der Spiegel, Eichel prepara no momento uma revisão do orçamento para 2003 que elevaria o déficit público a 3,5% do PIB, ou seja, meio ponto percentual acima do teto acertado entre os países da zona do euro.

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