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Mundo

Nigerianos vão às urnas em meio à violência

Segundo Comissão Eleitoral, contagem de votos deve levar até 48 horas. Problemas nos cartões biométricos de identificação estenderam eleições para mais um dia. Mortes foram registradas no nordeste do país.

Os nigerianos foram às urnas neste fim de semana em meio à violência imposta pelo grupo terrorista Boko Haram no nordeste do país e a problemas técnicos no sistema eleitoral, levando as autoridades a estender a votação por mais um dia em alguns locais, onde urnas foram fechadas apenas no domingo (29/03).

Os primeiros resultados das eleições gerais devem ser divulgados nesta segunda-feira, informou o presidente da Comissão Nacional Eleitoral Independente, Attahiru Jega. "Esperamos poder anunciar [os resultados] dentro de 48 horas [depois do fechamento das urnas], ou mesmo antes", afirmou Jega.

Atrasos na entrega de material eleitoral e problemas técnicos ligados ao uso, pela primeira vez, de leitores de cartões biométricos levaram a comissão eleitoral a suspender o escrutínio, no sábado, em alguns postos de votação. O pleito foi retomado no domingo. Segundo Jega, os incidentes afetaram 348 dos 150 mil locais de votação, incluindo 90 em Lagos, maior cidade nigeriana.

Apesar do problema, a apuração já começou nos locais em que a votação ocorreu normalmente no sábado. Cerca de 70 milhões de eleitores estavam aptos a ir às urnas escolher o novo presidente do país e também os novos 360 parlamentares.

A disputa entre o atual presidente, o cristão Goodluck Jonathan, e o líder da oposição, o muçulmano Muhammadu Buhari, deve ser acirrada. Buhari, de 72 anos, é um ex-ditador militar apoiado por uma ampla aliança de oposição. Analistas acreditam que ele tem boas chances de vitória. Caso o atual chefe de governo, de 57 anos, realmente seja derrotado, este será o primeiro sucesso eleitoral da oposição desde o retorno da democracia à Nigéria, em 1999.

Fraude e violência

O presidente da comissão eleitoral disse ainda que recebeu acusações de fraude eleitoral em certos locais e confirmou ter recebido uma queixa do partido Congresso Progressista, de Muhammadu Buhari, exigindo um novo pleito no estado de Rivers.

No domingo, centenas foram às ruas de Port Harcourt, capital do estado de Rivers, para protestar contra a morte de pessoas que trabalhavam na campanha da oposição e também para denunciar irregularidades nas eleições.

Em entrevista coletiva, Jega prometeu que irá examinar todas as queixas, visando um escrutínio "livre, justo e confiável", e pediu aos nigerianos que aguardem os resultados com calma. Em 2011, cerca de mil pessoas foram mortas após o anúncio dos resultados eleitorais.

Na cidade de Bauchi, no nordeste nigeriano, moradores relataram ter fugido de suas casas diante do avanço de terroristas do Boko Haram na cidade e dos confrontos armados entre os extremistas e as Forças Armadas. Os terroristas locais de votação e destruíram material de eleição. Um comboio do Boko Haram atacou locais de votação em Kirfi e Alkaleri, cidades próximas a Bauchi, na manhã do domingo.

Pelo menos 41 pessoas morreram em ataques no sábado, incluindo um parlamentar, em três cidades no nordeste do país. Duas pessoas que trabalhavam nas eleições foram mortas pelos terroristas. Cinco ficaram feridas.

MSB/ap/lusa/rtr

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