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Copa do Mundo

Nigéria goleia, mas Taiti conquista torcida no Mineirão

Na estreia em torneios intercontinentais, taitianos festejam gol de honra como título, mas não conseguem segurar nigerianos, que, apesar de problemas internos, fazem 6 a 1 em ritmo de treino. Fora do estádio, protestos.

Foi um começo até animador – o time se lançou ao ataque, e a torcida aplaudiu eufórica no Mineirão. Mas a esperança do Taiti de conseguir um bom resultado em sua estreia numa competição intercontinental começou a se esvair logo aos 4min de jogo, quando a Nigéria fez o primeiro da goleada por 6 a 1 nesta segunda-feira (17/06), pelo grupo B da Copa das Confederações.

Mesmo passando por um momento turbulento fora de campo, a Nigéria em nenhum momento teve sua vitória ameaçada pelo Taiti. Os nigerianos, que travam uma queda de braço com a federação e chegaram a ameaçar não viajar ao Brasil, desperdiçaram pelo menos cinco chances claras de gol, diante do goleiro e sem marcação.

Os taitianos, por sua vez, até chegaram a assustar a meta de Vincent Enyeama, porém aparentemente mais por displicência dos nigerianos do que por seus próprios méritos. Festejado como título, seu gol de honra saiu, justamente, num erro de marcação da defesa e de posicionamento do goleiro africano após cobrança de escanteio.

As duas seleções voltam a campo apenas nesta quinta-feira. A Nigéria tentará selar sua classificação para a semifinal contra o Uruguai, em Salvador, e o Taiti irá ao Maracanã com o desafio de tomar o mínimo de gols possíveis da Espanha.

Caminhoneiro faz gol histórico

Quis o destino que o primeiro gol do jogo saísse logo numa falha de Nicolas Vallar, principal jogador do Taiti. No lance, Echiejile chutou firme de fora da área e a bola desviou no peito do camisa 10 e capitão taitiano antes de entrar.

O gol foi um balde de água fria na torcida, que ensaiava até um "olé" para os taitianos. E não demorou até que a Nigéria ampliasse. Após erro de passe da defesa, Oduamadi driblou dois jogadores e, em ritmo de treino, tocou na saída do goleiro para fazer 2 a 0.

Foi também de Oduamadi – e novamente num erro da defesa taitiana – o terceiro gol da Nigéria. Aos 25min de jogo, o atacante do Milan só precisou empurrar para as redes depois que o goleiro do Taiti soltou uma bola fácil em seus pés.

O Taiti conseguiu seu muito festejado gol de honra na volta do intervalo. Após cobrança de escanteio, a bola viajou por toda a pequena área da Nigéria até que Jonathan Tehau, que é caminhoneiro, completasse de cabeça para as redes. Tehau, no entanto, acabou marcando contra minutos depois e ampliando o marcador para os nigerianos.

Com o Taiti visivelmente cansado, a goleada não demorou a se consolidar. Aos 31min, Oduamadi recebeu sozinho para fazer seu terceiro no jogo e assumir a artilharia isolada da Copa das Confederações. Echiejile, três minutos depois, em lance confuso na grande área, marcou pela segunda vez para fechar o placar.

A exemplo do que aconteceu no fim de semana no Rio e em Brasília, do lado de fora do Mineirão houve protestos. Milhares de manifestantes marcharam pelas ruas de Belo Horizonte até as imediações do estádio para protestar contra o aumento na tarifa do transporte público e os gastos com a Copa do Mundo. Desta vez, no entanto, não houve confronto com a polícia.

Ficha técnica

Local: Mineirão – Belo Horizonte

Gols: Echiéjilé (4min do primeiro tempo e 34min do segundo tempo); Oduamadi (9min e 25min do primeiro tempo e 31min do segundo tempo); Jonathan Tehau (9min e 22min – contra – do segundo tempo)

Cartões amarelos: Omeruo (Nigéria)

Arbitragem: Joel Aguilar (El Salvador), auxiliado por seus compatriotas William Torres Mejía e Juan Galán

Nigéria: Vincent Enyeama; Kenneth Omeruo (Azubuike Egwuekwe), Efe Ambrose, Godfrey Oboabona e Uwa Elderson Echiéjilé; Fedor Ogude, John Obi Mikel, Sunday Mba (John Ogu) e Ahmed Musa; Nnamdi Oduamadi e Anthony Ujah (Brown Ideye). Técnico: Stephen Keshi

Taiti: Xavier Samin; Vincent Simon (Edson Lemaire), Teheivarri Ludivion, Nicolas Vallar (Stephane Faatiarau) e Jonathan Tehau; Henri Caroine, Heimano Bourebare, Marama Vahirua (Stanley Atani), Alvin Tehau e Ricky Aitamai; Steevy Chong Hue. Técnico: Eddy Etaeta

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