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Mundo

Nigéria anuncia acordo com Boko Haram para libertar meninas

Grupo extremista, que reivindica um califado islâmico no norte do país, chega a um entendimento com governo parar interromper atentados e soltar as 219 estudantes sequestradas em abril.

O governo da Nigéria anunciou nesta sexta-feira (17/10) ter chegado a um acordo com o grupo extremista Boko Haram, que inclui um cessar-fogo e a libertação das 219 meninas raptadas em abril deste ano.

"O Boko Haram aceitou o cessar-fogo como resultado das discussões que tivemos com eles", disse Hassan Tukur, que representou o governo nigeriano nas conversações com os islamistas no vizinho Chade. "Eles concordaram em libertar as meninas de Chibok [cidade no nordeste da Nigéria]."

Um porta-voz das Forças Armadas nigerianas explicou, porém, que as negociações sobre a libertação das meninas ainda não estão concluídas e que, por isso, não há uma data para elas serem postas em liberdade.

No dia 14 de abril, os

extremistas atacaram uma escola na cidade de Chibok

e sequestraram 276 meninas. Algumas delas conseguiram fugir. O sequestro causou indignação popular, inclusive no exterior.

No Twitter, uma campanha com a hashtag #BringBackOurGirls (tragam nossas meninas de volta) foi iniciada. Os pais chegaram a acusar o governo de não agir com seriedade em prol da liberação das garotas. O presidente Goodluck Jonathan se encontrou com as famílias apenas cem dias após o sequestro.

Na época, até a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, usou o Twitter para pedir pela libertação das estudantes.

O Boko Haram é considerado

um braço da rede terrorista Al Qaeda

. A organização diz ter como meta fundar um califado islâmico no norte da Nigéria. Desde 2003 eles já fizeram milhares de vítimas em atentados contra instalações de segurança, instituições públicas, igrejas e escolas. De acordo com a ONG Human Rights Watch, o Boko Haram matou cerca de 2 mil pessoas somente neste ano.

PV/dpa/afp/ap/rtr

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