Neve e gelo paralisam a Europa | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 06.02.2012
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Mundo

Neve e gelo paralisam a Europa

Inverno rigoroso castiga Europa, faz centenas de mortos e leva caos ao trânsito de várias cidades, sobretudo na Sérvia e na Itália. Até a manhã desta segunda-feira, onda de frio havia provocado quase 300 mortes.

O Coliseu, em Roma: neve paralisou parte da Itália

O Coliseu, em Roma: neve paralisou parte da Itália

Massas de neve e gelo tomam conta da Europa, fazendo centenas de mortos e levando caos ao trânsito de diversas cidades, principalmente no leste e no sul do continente. Até a manhã desta segunda-feira (06/02), quase 300 mortes foram contabilizadas como resultado do frio.

A situação no Leste Europeu fica cada vez mais dramática. Somente na Ucrânia, mais de 130 morreram por causa do frio. Na Romênia, foram contabilizados mais de 30 mortes desde o início da onda de frio, e mais de 60 pessoas morreram na Polônia. Na Rússia, até fins de janeiro foram registradas mais de 60 mortes devido ao frio intenso.

Na Romênia e na Bulgária, a chuva que caiu após a neve fez com que as ruas fossem cobertas por uma camada de gelo, causando numerosos acidentes.

Estado de emergência na Sérvia

Neve na Croácia: cidadãos usam pás para limpar a calçada

Neve na Croácia: cidadãos usam pás para limpar a calçada

Devido a uma camada de neve de dois metros de altura, no sábado, cerca de 30 comunidades da Sérvia decretaram estado de emergência. Todas as escolas primárias, secundárias e jardins de infância devem permanecer fechados nesta semana. O governo em Belgrado pediu aos cidadãos que ajudem nos trabalhos de remoção de neve. Cerca de 70 mil pessoas ficaram isoladas por causa da neve. A situação era parecida em Montenegro, na parte croata da Dalmácia e na Bósnia.

A Alemanha viveu na madrugada de sábado para domingo a noite mais fria do inverno, registrando temperaturas inferiores a 28°C negativos. E os serviços de meteorologia avisam que as temperaturas no país devem cair ainda mais. Também são previstas mais neve e tempestades.

Escolas fechadas na Itália

Sem-teto são os que mais sofrem com o frio

Sem-teto são os que mais sofrem com o frio

O frio provocou caos também na Itália central e meridional. Até agora, cerca de 10 pessoas morreram no país por causa do frio. Duas pessoas morreram após telhados terem desabado sob o peso da neve. Até 120 mil pessoas ficaram temporariamente sem eletricidade. Milhares ficaram presos em trens ou carros. Em Roma e arredores, soldados ajudaram a liberar as ruas da neve e do gelo. Escolas e repartições públicas não abriram nesta segunda em diversas regiões do país.

Na Grécia, onde duas comunidades no sul do país decretaram estado de emergência, uma barragem ameaçou transbordar e, no norte da Grécia, inundações danificaram centenas de lojas e casas. Uma mulher de 80 anos morreu afogada dentro de casa.

Na França, quatro mortes foram registradas, além de um menino de 11 anos que morreu quando o gelo de um lago congelado quebrou e ele caiu na água. Na Alemanha, também foram registradas diversas mortes devido ao frio.

Tráfego interrompido em rios e aeroportos

Na Bósnia, muitos ficaram presos em casa por causa da neve

Na Bósnia, muitos ficaram presos em casa por causa da neve

O frio paralisa também o trânsito fluvial. No rio Elba há tanto gelo que o tráfego ficou interrompido de Magdeburgo até Hamburgo. O mesmo ocorre no Canal Elba-Havel e em partes do Canal Meno-Danúbio. Um cargueiro ficou preso no gelo perto de Magdeburgo, esperando resgate na segunda de manhã.

Na Itália, uma barca colidiu durante uma tempestade de neve contra o cais em Civitavecchia, a noroeste de Roma, e ficou severamente danificada. O navio, com mais de 300 passageiros e tripulantes, foi evacuado.

No Reino Unido, uma crosta de dez centímetros de neve foi suficiente para causar caos no trânsito. O tráfego aéreo de vários aeroportos europeus também foi severamente prejudicado.

O aeroporto londrino de Heathrow voltou a operar normalmente na manhã de segunda, com exceção de alguns poucos cancelamentos, depois da suspensão, no domingo, de quase metade das 1.300 decolagens, por causa da neve.

MD/dpa/afp
Revisão: Carlos Albuquerque