Netanyahu se recusa a receber vice de Merkel | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 25.04.2017
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Mundo

Netanyahu se recusa a receber vice de Merkel

Encontro de Sigmar Gabriel com grupos de direitos humanos críticos às políticas israelenses para os territórios palestinos irrita primeiro-ministro, que decide cancelar reunião bilateral.

Israel Bundesaußenminister Sigmar Gabriel in der Dormitio-Abtei auf dem Zionsberg in Jerusalem (picture-alliance/dpa/B. von Jutrczenka)

Ministro do Exterior da Alemanha, Sigmar Gabriel, é guiado pela cripta da Abadia da Dormição no Monte Sião em Jerusalém

A decisão do vice-chanceler e ministro do Exterior alemão, Sigmar Gabriel, de encontrar grupos de direitos humanos em Israel irritou o governo do premiê Benjamin Netanyahu, que cancelou uma reunião bilateral programada para esta terça-feira (25/04).

O argumento é de que Gabriel, durante sua visita a Jerusalém, teria que escolher entre encontrar Netanyahu ou as organizações Breaking the Silence e B'Tselem.

Breaking the Silence é uma ONG que publica depoimentos de veteranos da Força de Defesa de Israel para forçar israelenses a enfrentarem as realidades de suas políticas. A B'Tselem documenta abusos de direitos humanos em territórios palestinos ocupados.

O ministro alemão tratou o cancelamento "lamentável" e descreveu sua visita às citadas organizações como "completamente normal". Em entrevista à emissora estatal alemã ZDF, ele disse que o contrário - Netanyahu visitando organizações críticas ao governo alemão - seria aceito com naturalidade.

"Você não pode obter uma imagem adequada e abrangente em qualquer país na Terra, se você só se encontra em escritórios do governo", disse Gabriel.

Antes da confirmação por parte do governo Netanyahu, o ministro alemão já havia antecipado o cancelamento não seria uma "catástrofe" e não mudaria seu relacionamento com Israel. Ele chegou a Israel na segunda-feira para participar de memoriais do Holocausto.

Uma fonte israelense disse à emissora local Channel 2 que "Israel estabelece uma política clara, apesar de seus estreitos laços com a Alemanha, com o objetivo de evitar a erosão causada por reuniões entre representantes europeus e tais organizações". Uma autoridade disse ao diário local Times of Israel que "esta mensagem foi transmitida claramente aos alemães".

A vice-ministra do Exterior de Israel, Tzipi Hotovely, escreveu em sua conta no Twitter que apoia o cancelamento da reunião com Gabriel, por ajudar a combater a difamação contra Israel.

Há dois meses, o embaixador belga em Israel foi convocado para prestar explicações, após uma reunião entre o primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, e as duas organizações humanitárias. 

No domingo, antes de viajar a Israel, Gabriel havia dito que os laços "inquebráveis" entre Alemanha e Israel formaram parte da identidade nacional alemã e os pilares de sua política externa, mas que continuaria a pressionar por uma solução de dois Estados.

Relações fortes com Israel têm sido uma prioridade para a Alemanha desde a Segunda Guerra. Ultimamente, no entanto, estas relações sofreram arranhões após a expansão dos assentamentos israelenses nos territórios palestinos. Em março, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, cancelou uma cúpula com Netanyahu, que seria realizada em Jerusalém em maio.     

PV/ap/rtr

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