Netanyahu representa linha-dura na política com palestinos | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 10.02.2009
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Netanyahu representa linha-dura na política com palestinos

Segundo as enquetes, os favoritos das eleições parlamentares de Israel são os "falcões", representantes de uma linha-dura na política com os palestinos. O principal nome dessa linha é Benjamin Netanyahu.

default

Benjamin Netanyahu durante um comício em Tel Aviv

Ele fala inglês americano, o que o torna o convidado israelense preferido dos programas de televisão nos Estados Unidos. Benjamin Netanyahu (59) foi o primeiro político nascido em Israel a ser eleito primeiro-ministro, em 1996.

Sua família, provinda da Lituânia, estava ligada à ideologia de um Grande Israel defendida pelos judeus "revisionistas", à qual também pertenciam Menachem Begin, Yitzhak Shamir e posteriormente Ariel Sharon, líderes do partido nacionalista Likud (Unidade).

Três anos antes da posse de Netanyahu fora assinado o Acordo de Oslo, do qual o presidente do Likud era um ferrenho opositor. Ao se tornar primeiro-ministro, Netanyahu foi – portanto – obrigado a aceitar o diálogo com os palestinos, além de fazer negociações com a Síria na localidade norte-americana de Wye Plantations.

Fracasso do Acordo de Oslo

Netanjahu nach Grad Raketeneinschlag in Aschkelon

Benjamin Netanyahu consola população de Ashkelon, após explosão de míssil em fevereiro de 2009

Em ambos os casos, as conversas não atingiram resultados, o que certamente se deveu também à atitude de Netanyahu. Foi ele que propagou a divisa de que Israel não abdicaria das Colinas de Golã (da Síria), não negociaria sobre Jerusalém e não aceitaria pré-condição de espécie alguma.

Portanto, o fracasso do processo de Oslo se deve em grande medida à política de Netanyahu, embora seu sucessor a partir de 1999 – o atual ministro da Defesa e presidente do Partido Trabalhista, Ehud Barak – também não tenha se empenhado mais por Oslo.

Em 2003, o Likud voltou a assumir o poder sob o governo de Ariel Sharon. Netanyahu havia retornado à política tarde demais, após uma incursão no mundo dos negócios; e muitos israelenses conheciam bem demais a influência negativa que ele exercera.

Netanyahu tornou-se ministro das Finanças do governo Sharon, mas quando este começou a cogitar uma retirada unilateral da Faixa de Gaza, Netanyahu negou seu apoio ao governo. Com isso, o Likud rachou: Sharon fundou o Kadima e Netanyahu se tornou presidente do Likud e líder da oposição.

"Não posso apoiar um passo que, na minha opinião, coloca em risco a segurança de Israel, separa as pessoas, além de implicar o princípio de uma retirada até as linhas indefensáveis de 1967 e no futuro ameaçar uma unidade de Jerusalém", declarou ele na época.

Temor de uma "base" iraniana

Posteriormente, quando o Hamas assumiu o poder na Faixa de Gaza e uma nova guerra começou, Netanyahu se sentiu confirmado. Ele apoiava a guerra, mas argumentava que o que a havia ocasionado fora sobretudo a retirada.

Netanyahu passou a considerar Gaza uma base do Irã nas imediações e fez uma exigência inequívoca: "Isso tem que desaparecer. Não poderá haver uma base iraniana de terrorismo ao lado de Ashkelon ou Tel Aviv".

Bildcombo Netanyahu Liwni

Benjamin Netanyahu disputa o governo de Israel com a atual ministra do Exterior, Tzipi Livni

Quanto aos palestinos, Netanyahu não chegou a negar oficialmente seu direito a um Estado próprio, mas também não se mostrou disposto a definir a extensão ou a fixar um prazo para sua fundação.

Em relação às eleições desta terça-feira (10/02), Benjamin Netanyahu está apreensivo com o fortalecimento do partido nacionalista Israel Beitenu, mas se mostra confiante de que obterá a maioria dos votos e o poder de compor o gabinete de governo:

"Acredito que venceremos. Mas queremos vencer de modo a poder comandar o Estado em vista de seus desafios. No geral, só se fala de um mandato aqui e outro ali. Mas nós falamos de coisas maiores – do Irã e da base do Hamas que ainda não foi destruída. Ou então do Hisbolá, ao norte, e dos empregos de centenas de milhares de israelenses que estarão ameaçados se não agirmos da forma correta".

Leia mais