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Mundo

Netanyahu promete vingar morte de jovens

Premiê de Israel ameaça Hamas com retaliação. Exército destrói casas de supostos sequestradores e bombardeia Gaza. Possível escalada de violência causa preocupação internacional.

Após a descoberta dos corpos de três jovens israelenses sequestrados, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ameaçou o movimento radical islâmico Hamas com retaliação. "O Hamas é responsável, e o Hamas vai pagar por isso", disse Netanyahu na noite desta segunda-feira (30/06).

"Os jovens foram sequestrados e assassinados a sangue frio por animais em forma humana", acusou o premiê israelense. Antes, o vice-secretário de Defesa, Danny Danon, culpara o movimento islâmico pelas mortes, afirmando que "Israel não vai descansar até que o Hamas seja completamente derrotado".

O Hamas, que tem negado qualquer envolvimento no crime, alertou que uma ofensiva israelense irá "abrir as portas do inferno".

Eyal Yifrach, de 19 anos, Gilad Shaer, de 16, e Naftali Frankel, adolescente de 16 anos com cidadanias israelense e americana, desapareceram no dia 12 de junho quando tentavam pegar carona para casa, após saírem da escola.

Os corpos dos três alunos de escolas religiosas judaicas foram encontrados num campo, sob um monte de pedras, perto da aldeia de Halhul, no noroeste Hébron, na Cisjordânia. O local fica próximo a onde os jovens foram vistos pela última vez.

Milhares de soldados isolaram Halhul e Hébron. Os cadáveres foram levados para autópsia para, segundo a imprensa israelense, serem oficialmente identificados, e terem a hora da morte determinada. Os investigadores presumem que os três rapazes tenham sido mortos pouco após o sequestro.

Desde o desaparecimento dos estudantes, Israel havia prendido 420 palestinos, a maioria deles, membros do Hamas. Dois palestinos foram mortos.

Punições coletivas

USA Israel Ministerpräsident Benjamin Netanyahu spricht vor Aipac in Washington

Netanyahu: "o Hamas vai pagar por isso"

Segundo testemunhas, o Exército israelense destruiu, nas primeiras horas desta terça-feira, casas que pertencem a dois dos principais suspeitos do crime em Hébron. As casas teriam sido explodidas por soltados israelenses, e os dois homens teriam fugido.

Organizações de direitos humanos já haviam advertido que o governo de Israel poderia retomar a prática de destruir casas de suspeitos de terrorismo, como fez até 2005.

A organização israelense B'Tselem condenou o sequestro e o assassinato dos três jovens, mas também pediu que o governo se abstenha de "atos de vingança" e não cometa "punições coletivas".

Bombardeios na Faixa de Gaza

A Força Aérea israelense fez, na madrugada desta terça-feira, várias investidas contra alvos na Faixa de Gaza. Os militares afirmaram que a investida incluiu "ataques de precisão" contra 34 alvos. Segundo eles, desde a noite de domingo, Israel foi atingido por mais de 18 foguetes vindos de território palestino.

Testemunhas afirmaram que explosões foram ouvidas em vários pontos da Faixa de Gaza. Integrantes da força de segurança do Hamas acusaram mais de 25 ataques aéreos em menos de dez minutos. Entre os alvos estavam instalações militares do Hamas e da Jihad Islâmica.

Preocupação internacional

Leichen von vermissten israelischen Jugendlichen gefunden

Soldados israelenses em operação de resgate dos corpos dos três adolescentes

O sequestro e a morte dos jovens, assim como a promessa de retaliação, tiveram repercussão internacional. O papa Francisco classificou o crime como "inaceitável ​​e abominável", e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse esperar que israelenses e palestinos "trabalhem juntos para encontrar rapidamente os responsáveis ​​e levá-los à Justiça".

O presidente dos EUA, Barack Obama, condenou o assassinato "sem sentido" dos jovens, mas advertiu que retaliações podem contribuir para uma maior desestabilização da situação.

Também o presidente francês, François Hollande, condenou o que chamou de "assassinato covarde", mas exortou todas as partes a evitarem uma nova escalada da violência. David Cameron, primeiro-ministro britânico, classificou o crime como um "ato imperdoável de terrorismo".

O ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, também afirmou estar "profundamente chocado" com o caso, após encontro em Berlim com seu homólogo israelense, Avidgor Lieberman.

MD/ap/afp/dpa/rtr

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