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Mundo

Netanyahu demite ministros e pede eleições antecipadas

Demissões põem fim à coalizão que governa desde o início de 2013. Divergências dentro do governo aumentaram depois do projeto que reforça caráter judaico do Estado de Israel.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defendeu nesta terça-feira (02/12) a realização de eleições legislativas antecipadas, depois de afastar dois ministros importantes. "Não vou mais tolerar oposição dentro do meu governo", declarou Netanyahu, após demitir o ministro das Finanças, Yair Lapid (centro-direita), e a ministra da Justiça, Tzipi Livni (centro-esquerda), ambos líderes de partidos de centro que integravam a coalizão de governo.

Segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro, "nas últimas semanas, sobretudo no último dia, os ministros Lapid e Livni atacaram duramente o governo". Diante disso, Netanyahu deu ordem ao secretário do executivo que enviasse as cartas de demissão, que entrarão em vigor 48 horas após a recepção.

Israel Koalition Justizministerin Livni

Livni criticou governo após projeto de lei

As demissões põem fim à coalizão que governa Israel desde o início de 2013, já que o governo perderá a maioria de 68 deputados (em 120) que detinha no Parlamento. Netanyahu teria tentado, nos últimos dois dias, superar as divergências com os dois ministros da coalizão, que era composta por cinco partidos e estava em crise há meses.

No mesmo comunicado, o chefe de governo apela à dissolução do Parlamento "tão rápido quanto possível", para que eleições antecipadas possam ser realizadas no início de 2015, mais de dois anos antes do previsto. O Parlamento deve começar a analisar um projeto de lei de dissolução nesta quarta-feira e o processo poderá estar concluído até a próxima segunda-feira.

A coalizão de governo diverge sobre diversos temas, incluindo o orçamento, a construção de assentamentos judeus e como lidar com a recente onda de ataques palestinos em Jerusalém. As diferenças aumentaram nos últimos dias, quando Netanyahu apresentou um projeto de lei para fortalecer o caráter de Israel como um Estado judeu. Críticos afirmam que o projeto acaba com a democracia israelense e prejudica os direitos de seus cidadãos árabes. Tanto Lapid como Livni condenaram a decisão.

AS/lusa/ap

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