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Mundo

Neonazistas provocam distúrbios violentos em Berlim

A maior marcha de radicais de direita em Berlim, depois da Segunda Guerra Mundial, foi acompanhada de distúrbios violentos, com saldo de 7 policiais feridos e 30 manifestantes detidos.

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Esquerdistas tentam levantar barricadas para impedir marcha de neonazistas

Com desordens maciças e violência, cerca de 1.200 jovens esquerdistas protestaram hoje, em Berlim, contra a marcha do Partido Nacional Democrata (NPD), neonazista. Com permissão oficial, os radicais de direita fizeram um protesto contra a exposição sobre os crimes das Forças Armadas (Wehrmacht) durante a Segunda Guerra Mundial. A polícia polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água, na Praça do Mercado e perto da Nova Sinagoga, contra os manifestantes que jogavam pedras e garrafas e queriam erguer barricadas.

Os policiais impediram que cerca de 3.500 extremistas de direita, provenientes de toda a Alemanha, marchassem pelo histórico bairro judeu da capital alemã. Mais de 4.500 pessoas protestaram, na frente da Nova Sinagoga, contra a marcha dos neonazistas.

Das 30 pessoas detidas, 17 são do NPD. Sete policiais ficaram feridos nos distúrbios. A polícia ainda não divulgou o número de manifestantes feridos dos dois lados.

Milhares de pessoas atenderam ao apelo da central sindical alemã, DGB, para que se fizessem visitas em massa à exposição na rua August, localizada atrás da sinagoga, a fim de proteger, com suas presenças, o templo judeu dos manifestantes neonazistas.

O prefeito de Berlim, o social-democrata Klaus Wowereit, e líderes de diversos partidos encontravam-se entre os visitantes. Só na manhã de sábado, mais de mil pessoas viram a exposição, segundo o seu diretor, Klaus Briesenbach. O partido neocomunista PDS interrompeu sua convenção regional para participar do protesto contra a marcha dos neonazistas.

O presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, Paul Spiegel, considerou a manifestação do NPD "uma provocação de proporção monstruosa". Várias organizações judaicas protestaram contra a permissão das autoridades para a maior marcha de extremistas de direita depois da Segunda Guerra Mundial e, o que seria pior, no sábado judaico.