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Mundo

Neocomunistas lutam pela sobrevivência

Partido neocomunista PDS luta para voltar ao Parlamento. Mas se sobreviver à eleição de domingo pode afetar a maioria da coalizão que surgir como maior força política. A social-democrata e verdes é a mais cotada.

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Renúncia de Gregor Gysi representou grande perda para o partido

Salve-se quem puder é o recado claro dos resultados das pesquisas de intenção de voto na Alemanha, a três da eleição. O PDS luta até o último instante para salvar sua bancada no Parlamento em Berlim, mas sua sobrevivência pode ser altamente prejudicial ao partido ou aliança que conquistar a maioria dos votos. E, com exceção de um, todos os institutos de pesquisa importantes vêem os partidos de coalizão de governo social-democrata (SPD) e Verde à frente da aliança democrata-cristã (CDU e CDU) na eleição do novo Parlamento, no domingo (22).

Aschermittwoch bei der PDS

Presidente e vice-presidente do PDS, Gabi Zimmer (direita) e Petra Pau

As previsões mais pessimistas para o gabinete vermelho-verde apontam 37% das intenções de voto para o partido do chanceler federal Gerhard Schröder (SPD) e 7% para o Partido Verde. A mais otimista, divulgada nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Forsa, prevê 40% para o SPD. As legendas irmãs concorrentes contam com 38% dos votos. 8% dos indagados pela pesquisa votariam no Partido Liberal, tradicional aliado da CDU e CSU.

O prosseguimento do governo de maioria social-democrata e verde, segundo o Forsa, depende da sobrevivência parlamentar do sucessor do Partido Comunista único da extinta República Democrática Alemã. As previsões de intenção de voto no PDS variam de 4% a 5%, segundo vários institutos de pesquisa. Na última eleição quatro anos atrás, os neocomunistas tiveram 5,1% do total dos votos.

Luta pela sobrevivência

Descontada a margem de erro, os neocomunistas correm o risco de não conquistar os 5% necessários para para um partido ter representação no Parlamento em Berlim. A regra existe para evitar a fragmentação da câmara baixa do Legislativo em um número grande de partidos nanicos. Existe um mecanismo alternativo para garantir a representação parlamentar dos pequenos, e é nela que o PDS está apostando: se um partido conseguir eleger diretamente pelo menos três deputados, ele obtém tantos mandatos a quantos teria direito se tivesse ultrapassado a barreira dos 5% de votos.

Cada eleitor alemão tem direito a dois votos, sendo um no seu candidato e outro num partido. De forma que a metade dos 598 deputados federais é eleita diretamente. Os outros 50% são eleitos pelos seus respectivos partidos. O PDS já se beneficiou dessa regra na eleição de 1994, quando conquistou só 4,4% dos votos, mas entrou no Parlamento com 30 deputados.

Concorrência pesada

Mas mesmo eleger o mínimo de três deputados diretamente não parece uma missão fácil para o PDS, por vários motivos. A situação complicou-se porque, no lastro da redução da bancada total de 666 para 598 deputados federais, diminuiu de 13 para 12 o número de distritos eleitorais de Berlim. De um lado, a cidade outrora dividida é um dos principais redutos dos neocomunistas e onde o PDS tem os candidatos mais fortes, como a sua vice-presidenta Petra Pau. De outro lado, os neocomunistas da capital vão enfrentar nas urnas pesos pesados como o presidente do Parlamento, Wolfgang Thierse, do SPD, e o deputado verde Christian Ströble. Este é um pacifista de renome e com presença freqüente na mídia por causa de sua atuação parlamentar.

O PDS sofre também a perda irreparável de sua estrela máxima e seu ex-presidente, Gregor Gysi. Para espanto e prejuízo dos camaradas, o político e advogado famoso se retirou da política por causa do escândalo de vôos de políticos de caráter particular pagos com bônus adquiridos na Lufthansa com milhas voadas em viagens de serviço. Antes que fosse denunciado, Gysi renunciou ao seu mandato de deputado federal e ao posto de secretário das Finanças do governo de Berlim.

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