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Copa do Mundo

"Neo-Brasil" se fortalece e assiste à queda alheia

Copa das Confederações testa e aprova novo esquema tático da seleção, que se emancipa de Ronaldo e vê rivais em declínio no caminho rumo ao Mundial de 2006.

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Adriano, um pilar do quarteto

O Japão cresceu, a Tunísia "apareceu" e o México surpreendeu. A Alemanha e a Argentina, potências do futebol mundial, declinaram e viram, na Copa das Confederações, um "Brasil sem Ronaldo" mostrar aos torcedores que o Mundial de 2006 pode ser mera brincadeira.

Não era isso o que projetavam os primeiros jogos do torneio que começou no dia 15 e terminou na última quarta-feira (29/6) com vitória verde-amarela por 4 a 1 sobre o seu maior rival. Alemães e argentinos fizeram grandes partidas na primeira fase, enquanto brasileiros ainda aqueciam as quatro turbinas de um motor que mais tarde funcionaria sem engasgos.

Kaká, Ronaldinho, Robinho e Adriano deram a Carlos Alberto Parreira uma alternativa à presença de Ronaldo, até então intocável no comando do ataque brasileiro. "Eu não tenho lugar garantido", já admitiu o astro do Real Madrid.

Fotomontage Copacabana am Rhein

E agora Ronaldo?

Apontado como "fenômeno", ele não ficou de fora apenas da Copa das Confederações, quando sentiu que os concorrentes representam grandes ameaças ao seu posto no time nacional.

O atacante também não participou dos dois últimos jogos das Eliminatórias Sul-Americanas, quando a formação com o "quarteto" goleou o Paraguai por 4 a 1 em Porto Alegre e dois dias depois levou 3 a 1 dos argentinos em Buenos Aires.

O passado mais distante, entretanto, parece que não conta muito para Parreira na hora de definir os seus preferidos. "Torneios como a Copa das Confederações são importantíssimos. Eu pude observar 21 jogadores e tiramos algumas conclusões. Aqueles que disputam e vencem uma competição levam vantagem sobre os demais", avisou.

"O meu desafio é aproveitar todo esse talento e formar um time. Dirijo os melhores atletas, que começam a formar a melhor seleção do mundo. Precisamos agora trabalhar para melhorarmos o que já foi conseguido", completou.

Adriano, da Inter de Milão, também conhecido como "Imperador", é a maior sombra de Ronaldo. Ele foi o artilheiro da "Minicopa" com cinco gols, eleito o melhor jogador do torneio e se tornou o xodó do treinador. Robinho, que já desponta como uma das estrelas do futebol mundial, é nome quase certo na lista para o Mundial de 2006.

Os outros

Confederations-Cup, Halbfinale, Deutschland, Brasilien

'Alemanha goleadora' ficou apenas na terceira posição

Os 12 gols marcados por Adriano e cia. engrossaram as estatísticas da melhor Copa das Confederações já realizada. Ao todo, as redes balançaram 56 vezes, superando os 55 tentos marcados no México em 1999.

O torneio disputado na Arábia Saudita em 1997 registrou 51 gols, o da França em 2003 fez a torcida vibrar 37 vezes, e a Coréia do Sul e o Japão, em 2001, viram 31 comemorações. Competições experimentais no Oriente Médio em 1992 e 95 contaram com 18 e 19 gols, respectivamente.

Neste ano, a Alemanha com um "ataque estrangeiro" formado pelo polonês Podolski, o africano Asamoah e o brasileiro Kuranyi, além do único alemão Hanke, foi a equipe que mostrou mais poder de fogo – marcou 15 vezes.

Em compensação, deixou a desejar quando foi realmente exigida. Na semifinal levou 3 a 2 da Argentina, que na decisão igualmente decepcionaria ao ser goleada pelo Brasil.

Schweinsteiger, um jovem de apenas 20 anos de idade, foi o grande destaque do time da casa. O meia do Bayern de Munique é o jogador mais valioso da Alemanha atualmente. Assim como Riquelme é para a Argentina. E não Figueroa, que surgiu como goleador e logo sentiu a pressão do sucesso repentino.

Confederations Cup: Brasilien vs. Mexiko

Força mexicana atrapalhou os grandes

Nakamura, do Japão, que fez o Brasil suar a camisa em um empate emocionante por 2 a 2, Francileudo, brasileiro naturalizado que defende a Tunísia, e Zinha e Borgetti, que conduziram o México a um lugar de destaque. Os quatro são nomes que deixarão saudades na Alemanha, e que provavelmente voltarão ao país em menos de um ano.

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